1Coríntios 4,6b-15; Lucas 6,1-5
“Por que fazeis o que não é permitido em dia de sábado?” (Lc 6,2)
QUANDO O AMOR SE AUSENTA, ATÉ AQUILO QUE DEVERIA CONDUZIR A DEUS PODE SE TRANSFORMAR EM UMA PRISÃO PARA O CORAÇÃO.
Jesus revela que Deus não criou a lei para aprisionar o ser humano, mas para conduzi-lo à vida. Muitas vezes carregamos “sábados” interiores: regras, culpas, medos e julgamentos que nos impedem de amar e de viver plenamente. A verdadeira fé não endurece o coração; ela o transforma.
Cristo nos convida a olhar além das aparências e descobrir o sentido mais profundo das coisas: a pessoa vale mais que qualquer norma, e o amor é o caminho que devolve significado à existência. Quando colocamos Deus no centro, deixamos de viver presos ao medo de errar e começamos a viver com um coração livre para fazer o bem.
(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor espiritual).
Pergunta para meditar:
➡️ Que regra eu criei dentro de mim que hoje me impede de amar como Jesus ama?
COMPROMISSO
Escolha abandonar um julgamento e pratique um gesto concreto de misericórdia. (escreva no seu Diário espiritual).
LEITURA ESPIRITUAL
Recentemente cheguei a reconhecer a necessidade do método da não violência nas relações internacionais. Como eu não estava convencido de sua eficácia nos conflitos entre as nações, pensava que, embora a guerra nunca pudesse ser um bem positivo, ela poderia servir como um bem negativo, para impedir a expansão e o crescimento de uma força maligna. A guerra, por mais horrível que seja, poderia ser preferível à rendição diante de um sistema totalitário.
Agora, porém, vejo que o potencial destrutivo das armas modernas elimina completamente a possibilidade de que a guerra represente, no máximo, um bem negativo. Se admitirmos que a humanidade tem o direito de sobreviver, então devemos encontrar uma alternativa à guerra e à destruição.
Em nossa época de veículos espaciais e de mísseis balísticos guiados, a alternativa se coloca entre a não violência e a inexistência. Não sou um pacifista doutrinário, mas procurei abraçar um pacifismo realista, que considera a posição pacifista como o mal menor nas circunstâncias atuais.
Não afirmo estar livre do dilema moral que o cristão não pacifista precisa enfrentar, mas estou convencido de que a Igreja não pode permanecer em silêncio enquanto a humanidade se encontra diante da ameaça da aniquilação nuclear.
A Igreja, se for fiel à sua missão, deve pedir o fim da corrida armamentista.
(Martin Luther King Jr., “Eu ainda tenho um sonho”, em E. Helio [org.], Slogans da alma, Milão, 1971, p. 92ss.)
Bom dia para você e sua família!

Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.
Ops...
Você precisa estar autenticado para enviar comentários.