Ezequiel 37,1-14; Mateus 22,34-40

“Amarás o Senhor teu Deus e ao teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22,37.39)

QUEM AMA DE VERDADE NÃO APENAS SENTE: ESCOLHE TORNAR A VIDA DO OUTRO UM POUCO MAIS HUMANA.

Amar a Deus não pode ser apenas uma ideia bonita, e amar o próximo não pode depender de afinidade. O Evangelho nos conduz a uma verdade exigente: o amor se torna autêntico quando transforma a maneira como eu existo, escolho e me relaciono.

Quem encontra um sentido maior para a própria vida deixa de viver fechado em si mesmo. Descobre que cada encontro traz uma responsabilidade: posso passar pelo outro indiferente ou posso reconhecer nele alguém que merece respeito, presença e cuidado.

Mas Jesus acrescenta algo decisivo: “como a ti mesmo.” Quem não aprende a reconhecer o próprio valor pode transformar amor em dependência, culpa ou abandono de si. Amar verdadeiramente é colocar Deus no centro, o próximo diante de mim e a minha própria vida sob responsabilidade.

(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor Espiritual).

MEDITAR

  1. Meu amor aparece nas minhas atitudes ou apenas nas minhas palavras?
  2. Quem precisa hoje de uma presença mais verdadeira da minha parte?

COMPROMISSO

Dedique um momento de oração na intenção de alguém que precisa de acolhida. (escreva no seu Diário espiritual).

LEITURA ESPIRITUAL

A imagem evangélica de Jesus, o Bom Pastor, é muito querida pela tradição cristã desde os tempos das catacumbas; a liturgia gosta de projetá-la sobre as figuras dos bispos que seguiram fielmente o Senhor. É a imagem que melhor se aplica a São Pio X e constitui a chave interpretativa mais promissora de sua pessoa e de sua obra.

O pontificado de Pio X durou pouco mais de uma década, mas revelou-se riquíssimo em iniciativas e “reformas”, destinadas a tornar mais profunda a vida interior da Igreja e a promover um melhor aproveitamento de suas energias apostólicas. Esse empenho de reforma foi pensado e desejado por Pio X como resposta à sua preocupação predominantemente pastoral.

Agrada-me destacar duas intervenções particularmente representativas do compromisso apostólico do santo pontífice, ambas voltadas — não por acaso — para o alimento das almas: a renovação da catequese e as novas disposições que favoreceram um acesso mais amplo à Eucaristia.

Era firme convicção de nosso santo que somente um profundo conhecimento da verdade cristã poderia alimentar uma piedade autêntica na Igreja e preservar a fé de sucumbir diante das concepções filosóficas e teológicas equivocadas da época.

Embora a defesa do autêntico patrimônio da fé, promovida por Pio X, não tenha estado isenta de alguns exageros — sobre os quais ainda hoje muito se discute —, não se pode, de modo algum, colocar em dúvida a solicitude e o compromisso pastoral de um dos mais zelosos e generosos pastores que a Igreja já teve.

(M. Ce, “San Pio X, il buon Pastore”, em Famiglia Cristiana, 5 de junho de 1985, p. 8-10).

Bom dia para você e sua família!