Ezequiel 2,8-3,4; Mateus 18,1-5.10.12-14

“Não desprezeis nenhum desses pequeninos” (Mt 18,10)

NO FIM, NÃO SEREMOS MEDIDOS PELA FORMA COMO TRATAMOS OS FORTES, MAS PELA MANEIRA COMO ACOLHEMOS AQUELES QUE PODERIAM FACILMENTE SER ESQUECIDOS.

Jesus nos ensina que o valor de uma pessoa não depende de sua força, aparência, posição social, produtividade ou reconhecimento. Existe em cada ser humano uma dignidade que nenhuma fragilidade consegue apagar.

Desprezar alguém não é apenas ignorá-lo. É deixar de reconhecer que aquela vida possui um sentido, uma história e uma profundidade que talvez ainda não sejamos capazes de enxergar.

Às vezes, o “pequenino” está perto de nós: alguém esquecido dentro de casa, uma pessoa difícil, um idoso que deseja ser ouvido, uma criança que precisa de atenção, alguém fragilizado ou até aquela pessoa cuja presença já não nos parece conveniente.

(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor Espiritual).

MEDITAR

  1. Quem tenho deixado de enxergar?
  2. Quem precisa hoje da minha atenção?

COMPROMISSO

Faça alguém perceber que sua vida importa. (escreva no seu Diário espiritual).

LEITURA ESPIRITUAL

Creio cada vez mais no Evangelho, em sua simplicidade, e compreendo a preocupação com que Jesus falava aos seus íntimos:

“Se não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus.”

Tornar-se criança não é algo fácil para homens corroídos pelo orgulho como nós. E foi por isso que Jesus nos advertiu com tanta dureza:

“Não entrareis.”

Sei que talvez não acreditem em mim, mas afirmo, sem a menor sombra de dúvida, que o verdadeiro início da vida espiritual acontece quando o homem realiza um autêntico ato de humildade.

E, com frequência, a preparação para a fé, na maioria das pessoas, ou o amadurecimento dessa mesma fé em outras, permanece bloqueado, envenenado, atormentado e prolongado indefinidamente pela incapacidade de tornar-se criança e de lançar-se nos braços do mistério de Deus com uma alma de menino…

Sim, tornar-se pequeno, ainda menor, o menor possível: esse é o grande segredo da vida mística.

E quando ficamos reduzidos a um ponto, sem outra consistência além daquela da alma que contempla ou do coração que ama, então devemos aprender a inverter nossa posição: a eterna posição do orgulho, a difícil posição do eu que acredita ser sempre o centro do universo.

(C. Carretto, Al di là delle cose [Além das coisas]).