2Coríntios 9,6-10; Jo 12,24-26
“Se alguém me serve, meu Pai o honrará” (Jo 12,26)
QUEM TRANSFORMA A VIDA EM DOM DESCOBRE QUE VIVER É DEIXAR ALGO DE SI NA VIDA DE ALGUÉM.
Ninguém serve por acaso. Serve porque descobriu, em algum momento, que sua vida só faz sentido quando entregue a algo maior que si mesma. O serviço não é perda, é a forma mais honesta de encontrar quem você é. Você não se anula servindo; você se revela. E o Pai não honra o resultado, honra a entrega. A honra não é prêmio pelo que você produziu, é reconhecimento de quem você escolheu ser quando ninguém garantia recompensa.
(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor Espiritual).
MEDITAR
- A quem eu servi sem esperar retorno?
- Tenho feito algo só para ser visto(a) e não para servir de verdade?
COMPROMISSO
Faça um gesto concreto de serviço sem esperar reconhecimento. (escreva no seu Diário espiritual).
LEITURA ESPIRITUAL
O perfume agradável corresponde, tanto no Antigo como no Novo Testamento, à dimensão estritamente constitutiva da teologia do sacrifício. Em Paulo, é expressão de uma vida que se tornou pura, da qual já não se desprende o mau odor da mentira e da corrupção, da decomposição da morte, mas o sopro refrescante da vida e do amor, a atmosfera que está em conformidade com Deus e que cura os homens.
A imagem do perfume agradável está também unida à do tornar-se pão: o mártir tornou-se como Cristo; sua vida converteu-se em dom. Dele já não procede o veneno da decomposição do ser vivo pelo poder da morte; dele emana a força da vida: ele edifica a vida, do mesmo modo que o bom pão nos faz viver.
Sua entrega no Corpo de Cristo venceu o poder da morte: o mártir vive e dá vida precisamente por meio de sua morte e, desse modo, entra ele próprio no mistério eucarístico. O mártir é fonte de fé.
A representação mais popular dessa teologia eucarística do martírio encontra-se no relato de São Lourenço sobre a grelha, que, desde tempos remotos, foi considerado uma imagem da existência cristã: as angústias e os sofrimentos da vida podem transformar-se nesse fogo purificador que, pouco a pouco, vai nos transformando, de modo que nossa vida chegue a tornar-se dom para Deus e para os homens.
(J. Ratzinger, Conferência para o XXIII Congresso Eucarístico Nacional, Bolonha, 1997).
Bom dia para você e sua família!

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