Isaías 55,1-3; Romanos 8, 35.37-38; Mateus 14,13-21
“Todos comeram e ficaram satisfeitos” (Mt 14,20)
NO PÃO DE CRISTO ESTÁ PRESENTE O AMOR DE DEUS. AO ENCONTRÁ-LO, NOS ALIMENTAMOS DO PRÓPRIO DEUS VIVO.
Deus conhece as fomes que escondemos: fome de sentido, de amor, de segurança e de uma razão para continuar. Ele nos convida a receber gratuitamente aquilo que o mundo não consegue oferecer. Em Cristo, até o pouco pode tornar-se suficiente quando é colocado a serviço da vida. Nem a dor, nem a perda, nem o medo têm poder para nos separar do Amor que nos sustenta. Quem encontra esse Amor não vive sem dificuldades, mas descobre uma força maior do que elas
(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor Espiritual).
MEDITAR
- O que tenho usado para alimentar uma fome que é da alma?
- Qual “pouco” posso colocar hoje nas mãos de Jesus?
COMPROMISSO
Partilhe hoje seu pão, seu tempo ou sua presença com alguém. (escreva no seu Diário espiritual).
LEITURA ESPIRITUAL
[O autor, um médico alemão, recorda a experiência vivida nas minas de Vorkuta, um campo de concentração soviético, o de número 9/10.]
Todas as manhãs, por volta das quatro horas, celebrava-se a Santa Missa e distribuía-se a Comunhão. Do grupo que estava rezando, afastou-se um mineiro, vestido como os demais, com um macacão, e aproximou-se do altar improvisado, a cerca de duzentos metros de profundidade. Era o sacerdote.
Depois, outro homem saiu do meio da multidão: o ajudante. Sobre o altar improvisado havia um cálice minúsculo e um pequeno missal. O ajudante retirou do bolso do macacão uma campainha minúscula. O cálice de prata media cerca de sete centímetros de altura por quatro de largura e havia sido confeccionado pelos próprios mineiros.
Durante a Santa Missa, muitos se aproximavam para receber a Comunhão. As hóstias vinham da Lituânia. Os comunistas, que não sabiam do que se tratava, chamavam-nas de “pão lituano”. O vinho chegava ao campo de concentração da Crimeia com enormes dificuldades.
Durante a Páscoa, mais de quatrocentas pessoas puderam comungar. Conforme o combinado, os mineiros recebiam uma carteira de cigarros e, debaixo da primeira fileira de cigarros, era colocado o Santíssimo Sacramento, envolvido em um pequeno pedaço de linho branco.
A hóstia consagrada era partida e distribuída entre aproximadamente quatro pessoas.
(Cf. J. Scholmer, Die Toten kehren zurück, Berlim, 1954).
Bom domingo para você e sua família!

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