SÃO BOAVENTURA

Mateus 11,25-27

“Escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos” (Mt 11,25)

O ESSENCIAL SE REVELA QUANDO O CORAÇÃO CONSEGUE ACOLHER COM SIMPLICIDADE OS ACONTECIMENTOS DO COTIDIANO

Deus não se revela apenas aos que acumulam respostas, mas aos que conservam o coração aberto. Os “pequeninos” não são os que sabem menos; são os que reconhecem que ainda precisam aprender, amar, perdoar e recomeçar.

Ser pequeno diante de Deus é abandonar as aparências e permitir que a verdade alcance o coração. É compreender que a verdadeira sabedoria não está em dominar todos os mistérios, mas em descobrir um motivo para continuar, servir e amar, mesmo quando nem tudo está claro.

(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor Espiritual).

MEDITAR

  1. O que você precisa abrir mão para enxergar o que já foi revelado?
  2. Qual gesto simples pode dar sentido ao seu dia?

COMPROMISSO

Procure escutar alguém com atenção e sem julgamentos. (escreva no seu Diário espiritual).

LEITURA ESPIRITUAL

O modelo ao qual devemos nos adequar no cristianismo não é o “adulto”, mas, ao contrário, a “criança”; não é o “intelectual” — que, na perspectiva iluminista, é o “adulto” por definição —, mas, ao contrário, o “simples”, o “ignorante”. Este, na perspectiva evangélica, é simbolizado precisamente pelo “pequeno”, pela “criança”.

Paulo VI, papa “intelectual”, homem de vastíssima cultura, elevou, em 1970, à categoria de “Doutora da Igreja” — a mais elevada na hierarquia espiritual — Santa Catarina de Sena, que mal sabia ler e somente no final da vida aprendeu a escrever.

Não é por acaso que esta minha biblioteca, na qual estamos conversando, composta por livros em excesso, muitas vezes difíceis e escritos em numerosas línguas modernas e antigas, é presidida, como se pode ver, pela imagem de uma jovem de quatorze anos, que ainda não era mulher, asmática, desnutrida, filha da família mais desprezada de seu povoado e, como era natural, analfabeta.

A Mãe de Cristo, para confiar sua mensagem de chamado à fé, não escolheu professores, pessoas importantes, jornalistas nem outros cristãos já “adultos”, já “maiores de idade”. Dezoito vezes, falando em seu dialeto, apareceu-lhe na gruta onde se abrigava a manada de porcos pertencente à comunidade.

Apareceu a esta pobre ignorante aos olhos do mundo, mas maravilhosa sábia segundo o Evangelho: Santa Bernadette Soubirous, filha de um moleiro falido da obscura Lourdes.

Não é uma surpresa; é apenas mais uma confirmação de uma estratégia divina.

(V. Messori – M. Brambilla, Qualche ragione per credere, Milão, 1997).

Bom dia para você e sua família!