Mateus 8,18-22

“Segue-me, e deixa que os mortos sepultem os seus mortos” (Mt 8,22).

A VIDA ALCANÇA SUA PLENITUDE QUANDO DEIXA DE SER SOBREVIVÊNCIA — E PASSA A SER MISSÃO

O convite de Jesus — “Segue-me” — é um chamado urgente para despertar. Há pessoas que respiram, trabalham, acumulam conquistas e cumprem suas obrigações, mas deixaram de viver por dentro. Permanecem aprisionadas ao medo, ao comodismo, ao passado ou às expectativas dos outros. Vivem, mas não florescem.

Os “mortos” do Evangelho representam essa condição existencial: uma vida conduzida apenas pelas circunstâncias, incapaz de responder ao chamado que dá verdadeiro sentido à existência. Quem vive apenas para conservar o que já conhece pode perder a oportunidade de abraçar aquilo para o qual nasceu. A vida alcança sua plenitude quando deixa de girar em torno da mera sobrevivência e passa a ser resposta a uma missão. Seguir Cristo é escolher uma existência orientada pelo sentido, mesmo quando isso exige renúncias, decisões difíceis e coragem para deixar para trás o que já não gera vida.

(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor Espiritual).

MEDITAR

  1. O que, hoje, impede você de responder ao chamado de Deus?
  2. Você está vivendo por um propósito ou apenas cumprindo uma rotina?

COMPROMISSO

Dê um passo concreto na direção daquilo que dá sentido à sua vida diante de Deus. (escreva no seu Diário espiritual).

LEITURA ESPIRITUAL

Como poderia o ser humano dar-se conta do mal e como poderia levar realmente a sério, com toda a sua gravidade, o seu próprio pecado e o dos outros, por mais evidente que este esteja diante de seus olhos? […] A resposta está na cruz. O peso do pecado, a atrocidade da corrupção humana, a profundidade do abismo para o qual se precipita aquele que pratica o mal podem ser medidos pelo fato de que o amor de Deus pôde e quis responder ao pecado, vencê-lo e eliminá-lo, salvando assim o ser humano somente mediante a entrega de si mesmo em Jesus Cristo. Deus sacrificou a si mesmo para realizar o juízo sobre o homem, deixando-se julgar em seu lugar e permitindo que, em sua própria pessoa, morresse o velho homem do pecado.

Somente quando se compreende isso — isto é, quando se compreende que Deus nos reconciliou consigo mesmo ao preço de si próprio, na pessoa do Filho — é que deixa de haver espaço para aquela confortável leviandade que procura minimizar nossa maldade, equilibrando-a com a nossa suposta bondade.

(K. Barth, Dogmática Eclesiástica, Bolonha, 1980, p. 140 e seguintes).

Bom dia para você e sua família!