Marcos 12,1-12
“Agarraram o filho, o mataram, e o jogaram fora da vinha” (Mc 12,18).
“A VIDA PERDE O SENTIDO QUANDO CRISTO DEIXA DE FAZER PARTE DAS NOSSAS ESCOLHAS.”
Há rejeições que revelam o quanto o coração humano pode se afastar de Deus.
A vinha representa a vida que recebemos como dom, cuidado e missão.
Quando o Filho é lançado fora, também é lançado fora o amor, a justiça e a verdade.
O Evangelho nos confronta: o que fazemos com aquilo que Deus nos confia?
(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor Espiritual).
MEDITAR
- Tenho cuidado da vinha que Deus me confiou?
- Em quais escolhas tenho rejeitado a voz de Cristo?
COMPROMISSO
Acolha Cristo em uma atitude concreta de amor, perdão ou justiça. (escreva no seu Diário espiritual).
LEITURA ESPIRITUAL
Honrado senhor diretor de La Provincia di Brescia,
No número 188 de seu jornal, leio o que segue:
“O Revmo. Tovini representa a seita clerical em tudo o que ela tem de mais antipatriótico e mais anti-italiano. Ele é a lança quebrada da cúria episcopal reduzida, como já vimos, a manipulações de tristes agitadores, fanatizados pelo ódio contra as instituições e contra a própria integridade da pátria.”
A essas acusações de ser antipatriota e anti-italiano, responde a minha vida privada e pública. Não dissimulo que, nos dias de hoje, segundo o parecer de alguns, para ser patriota é preciso ser contrário ao Papa, aos bispos, à Igreja e até mesmo à religião; e que, por conseguinte, basta que alguém se declare católico para ser imediatamente qualificado como antipatriota e anti-italiano.
E se Vossa Senhoria também se deixou induzir a formular contra mim essa acusação, declaro-lhe que, nesse caso, sua acusação me honra, porque o catolicismo foi professado pelos maiores italianos. E consolo-me, pois isso me proporciona a ocasião de ser desprezado por amor àquela fé pela qual eu também daria a vida.
Ser católico nunca me impediu de ser italiano, nem de desejar, como tal, a liberdade, a independência e a grandeza da pátria; assim como ser católico também não me impede, por outro lado, de querer e desejar a liberdade e a independência absoluta do Sumo Pontífice, sem as quais considero impossível o bem verdadeiro e estável tanto da Itália quanto da sociedade […].
Estas são as minhas convicções, e eu as sustento sempre de rosto descoberto; e nenhum cargo de conselheiro me faria sacrificá-las.
Confio que Vossa Senhoria terá a gentileza de publicar esta minha carta como resposta ao que escreveu a meu respeito, contra o que, com a devida consideração, protesto.
Quella fede per la quale darei anche la vita
Carta de Giuseppe Tovini ao diretor do jornal La Provincia di Brescia, 10 de junho de 1882).
Bom dia para você e sua família!

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