Marcos 11,27-33
“Com que autoridade fazes essas coisas?” (Mc 11,28).
“A VERDADEIRA AUTORIDADE NÃO PRECISA SE IMPOR. ELA APARECE NA VIDA DE QUEM VIVE O QUE FALA”
Nem toda autoridade nasce do cargo; algumas nascem da coerência.
Jesus incomodava porque sua presença revelava verdades que muitos preferiam esconder.
Quando perguntam “com que autoridade?”, revelam medo de uma vida que não cabe em máscaras.
A autoridade de Cristo não vinha da imposição, mas da verdade vivida até o fim.
Quem vive com verdade não precisa gritar para ser reconhecido.
(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor Espiritual).
MEDITAR
- Que autoridade minha vida tem revelado: aparência ou coerência?
- Tenho questionado Jesus porque quero compreender ou porque tenho medo de mudar?
COMPROMISSO
Faça um momento de oração pedindo ao Senhor que Sua palavra seja luz para seu discernimento. (escreva no seu Diário espiritual).
LEITURA ESPIRITUAL
Eia, homenzinho, deixa por um momento tuas ocupações habituais; entra por um instante em ti mesmo, longe do tumulto de teus pensamentos. Lança para fora de ti as preocupações opressoras, afasta de ti tuas inquietações trabalhosas. Dedica algum tempo a Deus e repousa, ao menos por um momento, em sua presença. Entra no aposento de tua alma; exclui tudo, exceto Deus e aquilo que possa ajudar-te a buscá-lo; e assim, fechadas todas as portas, vai em busca dele. Diz, pois, ó minha alma, diz a Deus: “Busco a tua face; Senhor, anseio ver a tua face” (Sl 26,8).
E agora, Senhor, meu Deus, ensina ao meu coração onde e como devo buscar-te, onde e como devo encontrar-te.
Senhor, se não estás aqui, onde te buscarei, estando ausente? Se estás em toda parte, como não descubro tua presença? É certo que habitas numa claridade inacessível. Mas onde se encontra essa claridade inacessível? Como me aproximarei dela? Quem me conduzirá até lá para que eu te veja nela? E, ainda, por quais sinais, sob que aspecto devo buscar-te? Nunca te vi, Senhor, meu Deus; não conheço o teu rosto.
Que fará, altíssimo Senhor, este teu exilado, tão longe de ti? Que fará teu servo, ansioso por teu amor e tão distante de tua face? Ele anseia ver-te, mas tua face está muito longe dele. Deseja aproximar-se de ti, mas tua morada é inacessível. Arde no desejo de encontrar-te, mas ignora onde habitas. Não suspira senão por ti, e jamais viu o teu rosto.
Senhor, tu és meu Deus, meu dono; contudo, nunca te vi. Tu me criaste e me renovaste; concedeste-me todos os bens que possuo, mas ainda não te conheço. Criaste-me, enfim, para ver-te, mas ainda nada fiz daquilo para o qual fui criado.
Então, Senhor, até quando? Até quando te esquecerás de nós, afastando tua face? Quando, enfim, nos olharás e nos escutarás? Quando encherás de luz nossos olhos e nos mostrarás tua face? Quando voltarás para nós?
Olha para nós, Senhor; escuta-nos, ilumina-nos, mostra-te a nós. Manifesta-nos novamente tua presença, para que tudo nos vá bem; sem isso, tudo será mau. Tem piedade de nossos trabalhos e esforços para chegar até ti, pois sem ti nada podemos.
Ensina-me a buscar-te e mostra-te àquele que te busca, porque não posso ir à tua procura se tu não me ensinares, e não posso encontrar-te se tu não te manifestares. Desejando, eu te buscarei; buscando, eu te desejarei; amando, eu te encontrarei; e, encontrando-te, eu te amarei.
Anselmo de Cantuária, Proslógion, 1, em Opera Omnia, Seckau-Edimburgo, 1938, I, p. 97-100).
Bom dia para você e sua família!

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