João 19,25-34

Este é o teu filho… Esta é a tua mãe” (Jo 19,26.27)

“NA CRUZ, JESUS TRANSFORMA DOR EM CUIDADO”

Na cruz, Jesus não entrega apenas sua dor: Ele entrega relações, cuidado e pertencimento.

Mesmo ferido, Ele olha para Maria e para o discípulo amado, mostrando que ninguém deve atravessar a vida sozinho.

“Esta é a tua mãe” é um chamado para acolher quem precisa de amparo, presença e amor concreto.
“Este é o teu filho” é um convite a transformar a fé em responsabilidade pelo outro.

A cruz nos ensina que o amor verdadeiro não abandona, mesmo quando também está sofrendo.

(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor Espiritual).

MEDITAR

  1. Quem Deus está me pedindo para acolher com mais amor?
  2. Tenho sido presença ou ausência na dor de alguém?

COMPROMISSO

Cuide concretamente de alguém que precisa de VOCÊ. (escreva no seu Diário espiritual).

LEITURA ESPIRITUAL

Considerando as estreitas razões pelas quais se relacionam Maria e a Igreja, para glória da Virgem e nossa consolação proclamamos Maria Santíssima «Mãe da Igreja», isto é, Mãe de todo o povo de Deus, tanto dos fiéis como dos pastores que a chamam Mãe amorosíssima; e queremos que doravante a Mãe de Deus seja honrada e invocada com este gratíssimo título por todo o povo cristão.

   Trata-se, veneráveis Irmãos, de um título que não é novo para a piedade dos cristãos; pelo contrário, os fiéis e a Igreja toda costumam dirigir-se a Maria sobretudo com este nome de Mãe. Em verdade, este nome pertence à genuína substância da devoção a Maria, porque se justifica perfeitamente na própria dignidade da Mãe do Verbo Encarnado.

   Efetivamente, assim como a maternidade divina é a causa pela qual Maria tem uma relação absolutamente única com Cristo e está presente na obra da salvação humana operada por Cristo, assim também da maternidade divina brotam as relações que intervêm entre Maria e a Igreja; já que Maria é a Mãe de Cristo, que, desde o primeiro instante da sua Encarnação no seu seio virginal uniu a si como Cabeça o seu Corpo místico, que é a Igreja. Maria, portanto, como Mãe de Cristo, é também Mãe dos fiéis e de todos os pastores, isto é, da Igreja.    É por isso que nós, com ânimo cheio de confiança e de amor filial, elevamos o olhar para Ela, não obstante a nossa indignidade e fraqueza. Ela, que em Jesus nos deu a fonte da graça sobrenatural, não deixará de manifestar a sua função materna à Igreja, especialmente neste tempo em que a Esposa de Cristo se empenha em cumprir com grande zelo a sua missão salvadora.

   Para avivar e confirmar ulteriormente a nossa confiança, consideramos os laços estreitíssimos que existem entre o género humano e a nossa Mãe celeste. Embora tendo sido enriquecida por Deus com maravilhosas prerrogativas para que fosse digna Mãe do Verbo Encarnado, está próxima de nós. Como nós, também ela é filha de Adão, e por isso nossa irmã por laços de natureza; pelos méritos futuros de Cristo ela foi imune do pecado original, mas às prerrogativas divinamente recebidas junta-se pessoalmente o exemplo da fé perfeita e exemplar, merecendo o elogio evangélico «bem-aventurada porque acreditaste».    Na sua vida terrena, realizou a perfeita figura do discípulo de Cristo, foi espelho de todas as virtudes, e encarnou as bem-aventuranças evangélicas proclamadas por Jesus Cristo. Daí deriva que, compreendendo a sua incomparável variedade de vida e de obras, toda a Igreja encontre na Virgem Mãe de Deus o exemplo da perfeita imitação de Cristo.

(Das Alocuções do beato Paulo VI na clausura da terceira sessão do Concílio Vaticano II).

Bom dia para você e sua família!