João 10,1-10

“Eu sou a porta das ovelhas” (Jo 10,7).

“JESUS É A PORTA: ROMPA COM O PASSADO E ESCOLHA O NOVO


A imagem de Jesus como ‘porta’ nos convida a refletir sobre os caminhos que escolhemos. Ele não é um muro que isola, mas acesso à nossa verdadeira liberdade; ser ‘ovelha’ não indica passividade, mas pertencimento a um lugar onde somos conhecidos pelo nome. Atravessar essa porta implica abandonar os refúgios ilusórios do ego para encontrar o pasto seguro da autenticidade e do descanso.

(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor Espiritual).

MEDITAR

  1. Por quais “portas” tenho entrado nas minhas decisões?
  2. O que, concretamente, me afasta de uma vida mais alinhada com Cristo?

COMPROMISSO

Antes de uma decisão importante, faça uma pausa e escolha conscientemente o caminho que mais se aproxima dos valores de Cristo. (escreva no seu Diário espiritual).

LEITURA ESPIRITUAL

Quem é Jesus? Jesus é o bom pastor. É o próprio Senhor quem nos convida a pensá-lo assim: como uma figura extremamente amável, doce, próxima. Só podemos atribuir ao Senhor expressar-se com uma bondade infinita. Apresentando-se com esse aspecto, Ele repete o convite do pastor: estabelece uma relação marcada por ternura e maravilhas. Conhece suas ovelhas e as chama pelo nome. Como pertencemos ao seu rebanho, torna-se fácil corresponder, até mesmo antes do pedido que lhe apresentamos. Ele nos conhece e nos chama pelo nome; aproxima-se de cada um de nós e deseja conduzir-nos a uma relação afetuosa, filial, com Ele. A bondade do Senhor manifesta-se aqui de modo sublime, inefável […].

O Cristo que levamos à humanidade é o “Filho do Nome”, como Ele mesmo se chamou. É o primogênito, o protótipo da nova humanidade; é o Irmão, o Companheiro, o Amigo por excelência. Só dele se pode dizer, com toda verdade, que “conhecia tudo o que há no homem” (Jo 2,25). É o enviado por Deus não para condenar o mundo, mas para salvá-lo. É o bom pastor da humanidade. Não há valor humano que Ele não tenha respeitado, elevado e resgatado. Não há sofrimento humano que Ele não tenha compreendido, compartilhado e valorizado. Não há necessidade humana — exceto as imperfeições — que Ele não tenha assumido em si mesmo e proposto à criatividade e à generosidade dos outros como objeto de cuidado e amor, por assim dizer, como condição de salvação.

(Paulo VI, Discurso de 28 de abril de 1968).

Bom domingo para você e sua família!