Mateus 28,1-10
“A RESSURREIÇÃO DE CRISTO É O COMEÇO DAQUILO QUE EM NÓS PARECE TERMINADO”
“Ele não está aqui! Ressuscitou, como havia dito!” (Mt 28,6)
A ressurreição de Jesus nos revela que Deus transforma até aquilo que parecia perdido para sempre.
Quando ficamos diante das sepulturas das dores, dos medos e das culpas, o Senhor nos convida a erguer os olhos.
Em Cristo ressuscitado, a morte, o fracasso e a tristeza não têm a última palavra.
A Páscoa reacende em nós a esperança, devolve sentido ao caminho e abre sempre um novo começo.
Quem acolhe o Ressuscitado no coração já não vive prisioneiro da noite, mas caminha na luz da vida nova.
(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor Espiritual).
MEDITAR
- Em que área da minha vida ainda estou vivendo como se Jesus não tivesse ressuscitado?
- O que preciso deixar para trás para viver a esperança nova do Ressuscitado?
COMPROMISSO
Aprenda a renunciar pensamentos de desânimo e faça gestos concretos de esperança. (escreva no seu Diário espiritual).
LEITURA ESPIRITUAL
A terra está exausta. Todos dormem e esperam. Também repousa o corpo de Jesus. Como no caso de Lázaro, a morte de Jesus não é mais do que um sonho. Enquanto sua alma descia para levar a vitória até o fundo dos infernos, seu corpo dorme pacificamente na tumba, aguardando as maravilhas de Deus.
E este Grande Sábado não é como os outros. Algo mudou radicalmente. O véu do Templo se rasgou recentemente, brutalmente, deixando à mostra o Santo dos Santos. O Templo já não está no seu lugar. O sábado já não está no sábado. Nem a páscoa na páscoa. Tudo está em outro lugar. Tudo está aqui perto, perto do corpo que dorme na tumba. Tudo é espera, agora tudo deve acontecer.
A Igreja, esposa de Jesus, não se desorienta. Permanece firme junto à tumba que encerra o corpo amado. O amor não fraqueja, não se desespera. O amor tudo pode, tudo espera. Sabe ser mais forte que a morte. O que não teria feito, naquela hora de trevas, o amor de alguns, entre eles o da Virgem Maria, para que Jesus fosse arrancado da morte? Só Deus sabe.
Alguém já percebeu a densidade de vida que preenche este cadáver e esta tumba, como um jardim na primavera, onde até a noite é um estalo de vida e sabedoria que flui? Nós não sabemos. Só sabemos que José de Arimatéia fez rolar uma grande pedra até a entrada da tumba antes de partir, enquanto Maria Madalena e a outra Maria estavam ali, firmes junto à tumba. Provavelmente, ainda não sabem nada, mas perseveram no amor. O vazio que de repente se criou entre elas é tão grande que só Deus pode preenchê-lo. Com elas, toda a Igreja espera no amor.
(A. Louf, Solo l’amore vi basterà. Commento spirituale al Vangelo di Luca, Casale Monf. 1985, p. 63).).
Bom dia para você e sua família!

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