João 8,51-59

“QUEM VIVE A PALAVRA TRANSFORMA O FIM EM ETERNIDADE”

“Se alguém guardar a minha palavra, jamais verá a morte.” (Jo 8,51)

Guardar a Palavra não é decorar frases, mas permitir que ela molde nossas escolhas diárias.
“Não ver a morte” aponta para uma vida que já vence o vazio, o medo e a falta de sentido.
Quem vive a Palavra transforma dor em caminho e queda em aprendizado.
Nossa vida ganha profundidade quando orientada por um amor que não passa.
Colocar as palavras de Jesus em prática é viver, desde agora, um pouco da eternidade no dia a dia.

(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor Espiritual).

MEDITAR

  1. Em quais situações concretas eu tenho deixado a Palavra de lado no meu dia?
  2. O que preciso mudar hoje para viver com mais sentido e verdade?

COMPROMISSO

Faça um gesto concreto de amor hoje e realizá-lo com consciência e fidelidade. (escreva no seu Diário espiritual).

LEITURA ESPIRITUAL

Como eu gostaria de mortificar estes meus membros mortais! Como eu gostaria de me carregar espiritualmente com qualquer peso, caminhando pela via estreita, pela qual poucos caminham, e não pela larga e fácil! Grandes e extraordinárias são as realidades que daí decorrem. A esperança supera o nosso mérito e a nossa própria dignidade. Em que consiste este novo mistério que me envolve? Sou pequeno e grande, humilde e sublime, mortal e imortal, terreno e celeste. As primeiras realidades tenho em comum com este mundo inferior; as outras me vêm de Deus. É necessário que eu seja sepultado com Cristo, que ressuscite com Ele e com Ele receba a herança; que eu chegue a ser filho de Deus e, de algum modo, o próprio Deus.

É isso que nos manifesta este grande mistério: Deus, que por nós se revestiu da humanidade, fez-se pobre para elevar a nossa natureza aviltada e restaurar em nós a sua imagem desfigurada, promovendo o homem para que todos nós sejamos um em Cristo, o qual se realizou perfeitamente em todos nós em plenitude. Oxalá possamos chegar a ser aquilo que esperamos, segundo a magnífica benevolência de Deus! Pouca coisa é o que Ele nos pede, comparada com a imensidão do que concede, no tempo presente e no futuro, àquele que o ama com coração sincero: quando, pelo amor e pela esperança n’Ele, nos esforçamos por suportar tudo, dando-lhe graças por tudo, na alegria e na tristeza, e lhe confiamos as nossas almas e as de nossos companheiros de peregrinação.

(Gregório Nazianzeno, Discursos VII, 23s).

Bom dia para você e sua família!