Mateus 18,21-35
“A MISERICÓRDIA RECEBIDA EXIGE TORNAR-SE MISERICÓRDIA OFERECIDA”
“Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?” (Lc 4,30).
Recebemos de Deus misericórdias que jamais conseguiríamos pagar com nossas próprias forças.
Mesmo assim, muitas vezes exigimos dos outros aquilo que nem nós conseguimos oferecer.
Quem foi curado pela compaixão divina não pode continuar ferindo com dureza humana.
Perdoar não apaga a dor, mas impede que ela se transforme em prisão dentro de nós.
A misericórdia recebida exige tornar-se misericórdia oferecida.
(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor Espiritual).
MEDITAR
- Com quem tenho sido duro, mesmo tendo recebido tanta misericórdia de Deus?
- Que perdão concreto preciso oferecer hoje?
COMPROMISSO
Tratar com misericórdia uma pessoa com quem tem sido rígido(a). (escreva no seu Diário espiritual).
LEITURA ESPIRITUAL
O que conta é suportar o outro em todas as facetas do seu caráter, inclusive as difíceis e desagradáveis, e calar seus erros e pecados — também os que cometeu contra nós —; aceitar e amar sem cessar: tudo isso se aproxima do perdão.
Quem adota uma postura semelhante nas relações com os outros, com seu pai, seu amigo, sua esposa, seu marido, também nas relações com estranhos, com todos os que encontra, sabe bem o quanto isso é difícil. Às vezes, verá nascer em si o impulso de dizer: “Não, já não posso mais, não consigo suportar; cheguei ao limite da minha paciência; isso não pode continuar assim: ‘Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão se ele pecar contra mim?’. Por quanto tempo terei de suportar sua dureza contra mim, que me ofenda e me fira; suas faltas de atenção e delicadeza; que continue me fazendo mal? ‘Senhor, quantas vezes?’. Isso precisará acabar; alguma vez teremos de chamar o erro pelo seu nome; não, não é possível que o meu direito seja sempre pisoteado. ‘Até sete vezes?’” […].
É um verdadeiro tormento perguntar-me: “Como farei com esse indivíduo, como poderei suportá-lo? Onde começa o meu direito nas minhas relações com ele?”. Pois bem: façamos como Pedro, vamos a Jesus, vamos sempre lhe apresentar essa pergunta. Se recorrermos a outro ou perguntarmos a nós mesmos, ficaremos desamparados, ou a ajuda recebida será fatal. Jesus, sim, pode nos ajudar. Mas, de modo surpreendente: “Não te digo até sete vezes — responde a Pedro —, mas até setenta vezes sete”; e sabe muito bem que essa é a única maneira de ajudá-lo.
(D. Bonhoeffer, Memória e fedeltà, Magnano, 1995, p. 96-98, passim).
Bom dia para você e sua família!

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