“O AMOR NÃO JULGA, ELE ACOLHE E RESTAURA”

“Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o, e cobriu-o de beijos” (Lc 15,20).

O gesto do pai na parábola é um reflexo de um Deus de compaixão pura e incondicional. Deus não julga, mas acolhe com braços abertos, demonstrando que o amor divino não se baseia em méritos, mas em graça. Ele se aproxima, ultrapassando qualquer barreira, e restaura o filho sem reservas. Este é um convite para refletirmos sobre como acolhemos os outros, especialmente aqueles que se afastaram. O amor, na sua essência, se revela no perdão e na capacidade de recomeçar.

(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor Espiritual).

MEDITAR

  1. Como posso refletir a compaixão do pai em meus relacionamentos diários?
  2. O que me impede de perdoar ou acolher aqueles que erraram?

COMPROMISSO

Procure alguém com quem você tenha tido algum desentendimento e ofereça um gesto de acolhimento ou perdão. (escreva no seu Diário espiritual).

LEITURA ESPIRITUAL

O Deus cristão é o Deus da esperança, não apenas no sentido de ser o Deus da promessa e, portanto, fundamento e garantia da esperança humana, mas também no sentido de um Deus que sabe festejar esse retorno […].

A humildade e a esperança de Deus não deixam de esperar pelos Seus filhos com um amor mais forte do que todo o não-amor com o qual podem corresponder. Deus ama como só uma mãe sabe amar, com um amor que irradia ternura. O mistério da maternidade divina é um ícone da capacidade de um amor radiante e gratuito, mais fiel do que qualquer infidelidade humana. Deus espera sempre, humilde e ansioso, o consentimento de Sua criatura, como — como sublinha São Bernardo — fez com o “sim” de Maria.

A parábola nos coloca diante de um pai que não teme perder sua própria dignidade, parece até colocá-la em perigo. A autoridade de um pai não está nas distâncias que ele mantém, mais ou menos, mas no amor radiante que ele manifesta […]. Este é o intrépido amor de Deus: a intrepidez de romper falsas seguranças aparentes, para viver a única segurança, que é a do amor mais forte do que o do não-amor; a intrepidez de ir ao encontro do outro, superando as distâncias protetoras que nossa incapacidade de amar frequentemente tenta levantar ao nosso redor (B. Forte, Nella memoria del Salvatore, Cisinello B., 1992, p. 68s, passim.

Bom dia para você e sua família!