CRISTO VEM AO NOSSO ENCONTRO COM MISERICÓRDIA E NOS REFAZ

LER

João 1,29-34

“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29).

No peso das nossas culpas cotidianas – o rancor guardado, a indiferença ao irmão, o vazio existencial que nos consome –, João aponta para Jesus: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. Não um juiz distante, que pune, mas o Cordeiro que carrega nossas fraquezas na cruz, transformando o caos humano em redenção. Ele nos liberta do pecado que nos aprisiona como uma segunda natureza, convidando-nos a uma liberdade autêntica, onde o amor divino penetra as profundezas da alma ferida. Eis o mistério: no Cordeiro, nossas sombras se tornam luz.

(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor Espiritual).

MEDITAR

  1. Qual pecado pessoal me impede de viver plenamente hoje?
  2. Como Jesus pode carregar essa carga por mim agora?

COMPROMISSO

Reflita em oração simples, o que mais pesa na sua consciência e dê um passo concreto de reparação, no sacramento da reconciliação. (escreva no seu Diário espiritual).

LEITURA ESPIRITUAL

João 1,29-34: Com cada homem vem ao mundo um ser novo que nunca existiu antes, alguém original e único. “Cada israelita é obrigado a reconhecer e considerar que é único no mundo, que nunca existiu um homem igual a ele: se já tivesse existido um homem idêntico, sua existência não faria sentido. Cada pessoa é diferente e deve realizar seu próprio ser. Que isso não aconteça é o que atrasa a chegada do Messias.” Todos são chamados a desenvolver e realizar pessoalmente essa unicidade e irrepetibilidade, não repetindo o que já foi feito por outro, por mais grande que tenha sido essa pessoa. Já idoso, o sábio Rabino Bunam disse um dia: “Não me trocaria pelo pai Abraão. O que Deus ganharia se o patriarca Abraão se tornasse o cego Bunam e o cego Bunam se tornasse Abraão?” A mesma ideia foi expressa com maior astúcia pelo Rabino Sussja, que, a ponto de morrer, exclamou: “Na vida futura não me perguntarão: ‘Por que não foste Moisés?’; me perguntarão: ‘Por que não foste Sussja?'” Estamos diante de um ensinamento baseado na desigualdade natural das pessoas e na impossibilidade, portanto, de torná-las iguais.

Todos os homens têm acesso a Deus, mas cada um tem um caminho diferente. A diversidade humana, a diferenciação de suas qualidades e tendências, é a grandeza do gênero humano. A universalidade de Deus consiste na multiplicidade infinita de caminhos que conduzem até Ele, e cada um desses caminhos está reservado a um homem […]. Assim, o caminho pelo qual cada homem tem acesso a Deus é indicado unicamente pela consciência de seu próprio ser, pelo conhecimento de sua especificidade e da singularidade de sua existência. “Em cada pessoa há algo único que não existe em nenhuma outra” (M. Buber, O Caminho do Homem, Magnano 1990, 27-29).

Bom domingo para você e sua família!