“HUMILDADE E MISERICÓRDIA.”
LER
Lucas 18,9-14
“Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!” (Lc 18,13).
O Evangelho de hoje nos convida a refletirmos sobre nossa humildade diante de Deus. Na leitura, observamos dois personagens, o fariseu e o cobrador de impostos. Cada um apresentou-se a Deus, na sua oração, a partir do que julgava. Porém, enquanto o cobrador não se atrevia nem se quer levantar o rosto para olhar o céu, o fariseu achava-se melhor que os outros homens. Jesus complementa a história ao dizer que: “quem se humilha será exaltado”. Dentro deste período quaresmal e provocado por esta liturgia, reflitamos como nos comportamos diante de Deus. Nossa penitência e oração não nos faz ser melhores que os outros que não as praticam. Desse modo, não podemos nos vangloriar disto. Pensar assim é nos afastar da graça que nos alcança. Ao contrário, precisamos pedir ao Bom Senhor para sermos perseverantes em nossas práticas diárias, a fim de ganharmos a eternidade. E uma vez alcançados pela sua misericórdia e envolvidos neste mistério de amor, possamos ser portadores do amor e misericórdia de Deus para com todos.
(Frei Paulo Sérgio, SPSSC / Arquidiocese de Teresina-PI).
MEDITAR
- O que essa passagem diz sobre a relação entre o homem e Deus?
- O que podemos aprender com a atitude do publicano e do fariseu??
LEITURA ESPIRITUAL
Nos colocamos como pessoas autênticas diante de Deus quando reconhecemos nossa vulnerabilidade, nossa imperfeição, nossa humanidade. Somos todos, de algum modo, publicanos. Estamos todos buscando misericórdia, buscando um sentido para a nossa existência que vá além da superficialidade e da aprovação dos outros.
Portanto, ao refletirmos sobre a oração do publicano, somos chamados a olhar para dentro de nós mesmos, a aceitar nossa condição de seres imperfeitos e, ao mesmo tempo, a nos abrir para o abraço acolhedor de um Deus que, como o pai do filho pródigo, nos espera com braços abertos. A misericórdia de Deus, que transcende todo julgamento humano, é o espaço onde nossa alma pode finalmente encontrar paz.
O célebre dito dos antigos: “Conhece-te a ti mesmo”, costuma ser interpretado assim: “Conhece a grandeza e a excelência de tua alma para não a envilecer nem profaná-la com coisas indignas de sua nobreza”. Mas também é interpretado de outra maneira: “Conhece-te a ti mesmo, ou seja, tua indignidade, tua imperfeição, tua miséria. Quanto mais miseráveis somos, tanto mais devemos confiar na bondade e misericórdia de Deus; porque entre a misericórdia e a miséria existe um parentesco tão grande que uma não pode ser exercida sem a outra. Se Deus não tivesse criado os homens, certamente teria sido bondoso, mas não misericordioso, pois não teria podido exercer Sua misericórdia com ninguém, já que a misericórdia se pratica com os miseráveis” (Francisco de Sales, Conversações espirituais, II).
COMPROMISSO
Como podemos viver de forma mais humilde e mais consciente de nossa dependência de Deus? (escreva no seu Diário espiritual).
Bom dia para você e sua família!
Comentários
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