SÃO MARTINHO DE TOURS, BISPO

Rm 16,3-9.16.22-27 Sl 144(145),2-3.4-5.10-11; Lc 16,9-15

Vós gostais de parecer justos diante dos homens, mas Deus conhece vossos corações.” (Lc 16,15).

Neste sábado, a liturgia nos alerta a importância da fidelidade. O povo de Israel vivia cercado pela idolatria, facilmente abandonavam seu Deus para aderir aos deuses dos povos vizinhos.  Tal atitude era considerada como adultério e prostituição, por quebrar a aliança que Deus tinha com seu povo. Os discípulos não estavam imunes das corrupções do mundo, sobretudo das atitudes dos fariseus, que eram apegados ao dinheiro. Quem ama o dinheiro, coloca Deus em segundo plano e não tem receito de transformar seu semelhante em vítima de sua ambição. Jesus denuncia aqueles que servem a Deus e ao dinheiro. Para ele, tudo se reduz ao terreno, a ponto de não se preocupar com a sua própria salvação, basta-lhe o prazer de possuir bens materiais e usufruir deles. O verdadeiro discípulo serve-se do dinheiro para dar esmolas, manifestação da misericórdia do seu coração.

Que o nosso coração esteja sempre centrado no Senhor, pois n’Ele encontraremos consolo e proteção.

(Arthur Koôma – Seminarista do 4º ano de Teologia / Arquidiocese de Teresina-PI).

Reflexão

1 – Sei fazer bom uso dos bens materiais?

2 – Consigo fazer uso equilibrado do dinheiro?

LEITURA ESPIRITUAL

A bem-aventurança prometida coloca-nos perante as opções morais decisivas. Convida-nos a purificar o nosso coração dos seus maus instintos e a procurar o amor de Deus acima de tudo. E ensina-nos que a verdadeira felicidade não reside nem na riqueza ou no bem-estar, nem na glória humana ou no poder, nem em qualquer obra humana, por útil que seja, como as ciências, as técnicas e as artes, nem em qualquer criatura, mas só em Deus, fonte de todo o bem e de todo o amor: “A riqueza á a grande divindade deste tempo: é a ela que a multidão, toda a massa dos homens, presta instintiva homenagem. Mede-se a felicidade pela fortuna, como pela fortuna se mede a honorabilidade […], Tudo provém desta convicção: com a riqueza, tudo se pode. A riqueza é, pois, um dos ídolos atuais: outro, é a notoriedade. […] A notoriedade, o facto de se ser conhecido e de dar brado no mundo (a que poderia chamar-se fama de imprensa), acabou por ser considerada como um bem em si mesma, um bem soberano, objeto, até, de verdadeira veneração.” (Catecismo da Igreja Católica, nº 1723).

AÇÃO

Viva a Palavra e medita hoje nesta frase de São Matinho de Tours: ““Amor, se eu ainda sou necessário para o seu povo, eu não me esquivo do trabalho; faça-o a tua vontade” (“Carta a Bassula”, 6)”.

Bom dia para você e sua família!

Pe. William Santos Vasconcelos