1Coríntios 9,16-19.22b-27; Lucas 6,39-42
“Pode um cego guiar outro cego?” (Lc 6,39)
✨ QUEM NÃO ILUMINA O PRÓPRIO INTERIOR CORRE O RISCO DE CONDUZIR OUTROS PELA PRÓPRIA ESCURIDÃO
Jesus nos confronta com uma verdade incômoda: ninguém pode conduzir o outro por caminhos que ainda não teve coragem de percorrer interiormente. Antes de querer corrigir alguém, olhe para dentro de você. Que ferida, incoerência ou cegueira ainda precisa ser iluminada por Cristo? Não queira ser luz para os outros sem antes permitir que Ele ilumine você. Só quem se deixa iluminar por Cristo pode tornar-se luz no caminho de alguém.
(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor espiritual).
Pergunta para meditar:
➡️ Que cegueira em mim preciso reconhecer antes de querer corrigir alguém?
COMPROMISSO
Antes de corrigir alguém, examinarei primeiro o meu próprio coração. (escreva no seu Diário espiritual).
LEITURA ESPIRITUAL
Não é fácil falar da humildade; para poder fazê-lo, é preciso atravessar um muro de incompreensão e de resistência — em toda parte e em todos os tempos, também no nosso.
Nietzsche tornou-se porta-voz do pensamento de muitos quando atacou com verdadeiro furor a humildade, na qual via a essência do cristianismo: em sua opinião, tratava-se da atitude dos fracos, dos fracassados, dos escravos, que haviam transformado a própria pequenez em virtude.
Mas o que é, na realidade, a humildade? Trata-se de uma virtude que faz parte da fortaleza. Somente quem é forte pode ser verdadeiramente humilde. Sua força não se dobra diante da imposição, mas se inclina livremente para servir àquele que é mais fraco, àquele que é inferior.
Além disso, a humildade não pode ter sua origem no ser humano, mas em Deus. Deus é o primeiro humilde. Deus é tão grande, tão acima de qualquer possibilidade de que algum poder possa constrangê-lo, que pode “permitir-se” — se me é permitido falar dessa maneira — ser humilde.
A grandeza lhe é essencial; por isso, somente Ele pode arriscar-se a rebaixar essa sua grandeza até a humildade.
(R. Guardini, Il messaggio di San Giovanni, Brescia, 1984, pp. 24 e ss.)
Bom dia para você e sua família!

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