Jeremias  20,7-9; Romanos 12,1-2; Mateus 16,21-27

“Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo” (Mt 16,24)

SEGUIR CRISTO É PERDER O QUE NOS APRISIONA PARA ENCONTRAR AQUILO QUE DÁ SENTIDO À VIDA.

Renunciar a si mesmo não significa perder a própria identidade, mas deixar de viver prisioneiro do próprio ego, dos impulsos e das necessidades imediatas. Há momentos em que a vida nos pergunta não o que desejamos receber, mas quem escolhemos ser diante do que nos acontece.

A oração nos coloca diante de Deus e também diante de nós mesmos. Na fidelidade silenciosa de cada dia, aprendemos que nem tudo precisa acontecer conforme nossa vontade para que a vida tenha sentido. Seguir Cristo é escolher, repetidamente, aquilo que nos faz transcender a nós mesmos e nos direciona para um amor maior

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MEDITAR

  1. O que preciso renunciar hoje para viver com mais liberdade?
  2. Minhas escolhas me aproximam de Deus ou apenas dos meus desejos?

COMPROMISSO

Renuncie conscientemente a algo que afasta você do essencial. (escreva no seu Diário espiritual).

LEITURA ESPIRITUAL

“Aprende a desprezar as coisas exteriores e a voltar-te para as interiores, e verás o Reino de Deus vir a ti” (Imitação de Cristo, 2,1).

Trata-se de afastar-se, e com firmeza, dessa exterioridade na qual a vida do homem fica aprisionada e reduzida, para voltar-se para o interior e renová-lo, essa interioridade que caracteriza o ser humano.

A conquista de algo semelhante exige distanciamento das coisas exteriores, pois, enquanto estiveres ocupado com elas, não poderás pensar em ti mesmo. Cristo virá a ti se tiveres preparado, em teu interior, uma morada digna para Ele; por isso, o autor da Imitação de Cristo sugere insistentemente: abre espaço em teu interior para Cristo e nega a entrada a tudo o mais.

Quantos desapegos não estão incluídos nesse “tudo o mais”!

Desapego das coisas, de todas aquelas às quais, às vezes, o nosso coração se apega inadvertidamente e que nos impedem de aderir plenamente a Cristo; desapego dos lugares aos quais o coração facilmente se vincula sob a aparência de bem; desapego das pessoas, no sentido de que os afetos não dificultem o triunfo de Cristo em nós, nem o impeçam nos outros…

(G. Lazzati, Il Regno di Dio è in mezzo a noi, 1, Milão, 1976, p. 19ss.)

Bom domingo para você e sua família!