2Tessalonicenses 3,6-10.16-18; Mateus 23,27-32

“Assim também vós: por fora, pareceis justos diante dos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e injustiça.” (Mt 23,28).

Deus não se impressiona com a aparência que mostramos ao mundo… Ele vê a verdade que carregamos no coração.

O maior perigo da vida não é apenas errar, mas construir uma imagem de perfeição enquanto o coração permanece vazio. Podemos enganar olhares, esconder fragilidades e apresentar uma aparência de justiça, mas a verdadeira transformação começa quando temos coragem de olhar para dentro e confrontar aquilo que precisa ser curado.

A vida com sentido não nasce da aprovação dos outros, mas da coerência entre aquilo que mostramos e aquilo que realmente somos. O ser humano encontra plenitude quando deixa de representar personagens e assume, com humildade, sua verdade diante de Deus e de si mesmo.

(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor Espiritual).

MEDITAR

  1. Minha imagem diante dos outros corresponde à verdade do meu coração?
  2. O que preciso transformar em mim para viver com mais sinceridade?

COMPROMISSO

reconheça uma fragilidade e entregue-a a Deus em oração. (escreva no seu Diário espiritual).

LEITURA ESPIRITUAL

“Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas, porque vos assemelhais a sepulcros caiados…”

Depois, Ele novamente os acusa de sua vaidade, chamando-os de sepulcros caiados e acrescentando sempre a condenação de “hipócritas”. Essa era a causa de todos os seus males, esse era o motivo de sua perdição.

E Ele não os chamou simplesmente de sepulcros caiados, mas afirmou que estavam transbordantes de imundície e de hipocrisia. Ao dizer isso, o Senhor lhes mostrava a causa pela qual não haviam acreditado, isto é, porque estavam cheios de hipocrisia e de injustiça.

Mas não foi somente Cristo; também os profetas os repreendiam continuamente, dizendo que seus governantes se entregavam à exploração e não julgavam segundo a verdadeira justiça. E em toda parte pode-se ver como os sacrifícios são rejeitados quando falta pureza e justiça interior.

Assim, nada há de surpreendente, nada de novo, nem no que o Senhor ordena, nem no que Ele acusa, nem mesmo na imagem do sepulcro. Com efeito, o profeta também se utiliza dessa comparação, e ele não os chama simplesmente de sepulcros, mas afirma que a sua garganta é como um sepulcro aberto.

Assim também são muitos nos dias de hoje: muito bem adornados por fora, mas interiormente cheios de injustiça. Na verdade, ainda hoje se coloca imenso esforço e grande cuidado na limpeza exterior; porém, na limpeza da alma, nenhum cuidado é dedicado.

Mas, se abríssemos a consciência de cada pessoa, quantos vermes e quanta podridão não encontraríamos dentro dela! Que odor indescritível encontraríamos! Os desejos torpes e perversos — quero dizer — são ainda mais repugnantes do que os próprios vermes.

(São João Crisóstomo, Comentário ao Evangelho de Mateus, 73,2 — edição de Daniel Ruiz Bueno, BAC, Madri, 1955).

Bom dia para você e sua família!