Isaías 22,19-23; Romanos 11,33-36; Mateus 16,13-20
“Tu és Pedro, e Eu te darei as chaves do Reino dos Céus” (Mt 16,18.19)
“A MAIOR TRANSFORMAÇÃO COMEÇA QUANDO VOCÊ ENCONTRA QUEM REALMENTE É E ASSUME O RUMO DA SUA HISTÓRIA.”
Jesus não revela apenas uma missão a Pedro; revela uma identidade. Antes de confiar uma chave, Ele chama pelo nome e reconhece o valor daquela vida. Deus não olha apenas para nossas limitações, quedas ou histórias difíceis, mas para aquilo que podemos nos tornar quando assumimos nosso propósito.
Cada pessoa carrega uma “chave” interior: uma responsabilidade, uma missão, uma capacidade única de transformar a própria vida e a vida de outros. O sentido da existência nasce quando deixamos de viver apenas para nós mesmos e descobrimos aquilo que fomos chamados a construir
(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor Espiritual).
MEDITAR
- Qual “chave” Deus colocou em minhas mãos que ainda não estou usando?
- Tenho vivido pela minha identidade ou pelas expectativas dos outros?
COMPROMISSO
Faça uma atitude concreta que revele o propósito que Deus colocou em você. (escreva no seu Diário espiritual).
LEITURA ESPIRITUAL
O essencial da grande controvérsia entre o Oriente cristão e o Ocidente cristão, desde o início até os dias atuais, reduz-se ao seguinte: a Igreja de Deus deve desempenhar uma tarefa concreta entre os homens; para realizar essa missão, é necessário reunir todas as forças eclesiais cristãs sob o sinal e o poder de uma autoridade eclesiástica central?
Dito de outra forma: a Igreja, enquanto Reino de Deus presente, deve ter representantes na terra e ser una e unida, pois um reino dividido contra si mesmo não subsistirá, enquanto a Igreja, segundo a promessa evangélica, permanecerá até o fim e as portas do inferno não prevalecerão contra ela?
A Igreja Romana respondeu afirmativamente de modo decisivo; concentrou-se especialmente na missão prática do cristianismo no mundo, entendendo a Igreja como Reino de Deus atuante ou Cidade de Deus (Civitas Dei), e desde o início personificou o princípio da autoridade central que, de maneira visível e prática, confere unidade à atividade terrena da Igreja.
Por isso, a questão abstrata sobre o significado da autoridade central na Igreja reduz-se à questão histórica e concreta do sentido da Igreja Romana. Ela, suas ideias e suas ações constituem o verdadeiro objeto da grande controvérsia.
O princípio da autoridade eclesiástica, do poder espiritual representado sobretudo pela Igreja Romana, possui uma tríplice dimensão e suscita uma tríplice questão:
Primeira: no âmbito da Igreja, pergunta-se qual deve ser a relação entre o poder eclesiástico central e os representantes das Igrejas locais e nacionais;
Segunda: surge o tema da relação entre a Igreja e o Estado, isto é, entre a autoridade espiritual e a autoridade civil;
Terceira: trata-se da relação entre o poder espiritual e a liberdade espiritual do indivíduo, ou seja, a questão da liberdade de consciência.
(V. S. Soloviev, O problema do ecumenismo, Milão, 1973, p. 63ss).
Bom domingo para você e sua família!

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