Ezequiel 12,1-12; Mateus 18,21-19,1

Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mt 18,22)

PERDOAR É IMPEDIR QUE A FERIDA TENHA A ÚLTIMA PALAVRA SOBRE A NOSSA VIDA.

Perdoar não significa apagar o que aconteceu, negar a dor ou chamar de pequeno aquilo que feriu profundamente. Perdoar é escolher que a ferida não continue decidindo quem você será.

Quando Jesus fala em “setenta vezes sete”, Ele nos convida a romper a contabilidade das ofensas. Há dores que não conseguimos mudar, mas podemos decidir o lugar que elas ocuparão dentro de nós.

O ressentimento nos prende ao passado. O perdão abre novamente espaço para o futuro.

(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor Espiritual).

MEDITAR

  1. Que ferida ainda ocupa espaço demais dentro de mim?
  2. De quem preciso me libertar interiormente pelo perdão?

COMPROMISSO

Dê um passo concreto para não alimentar um ressentimento. (escreva no seu Diário espiritual).

LEITURA ESPIRITUAL

A questão da remissão dos pecados está ligada ao perdão fraterno: “Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”.

Jesus fala de perdoar “até setenta vezes sete”. A quem devemos perdoar? A todos aqueles de quem pensamos ter recebido algum prejuízo, alguma injustiça. A todos aqueles que nos decepcionaram, que não nos deram o amor, a atenção e a escuta que esperávamos.

Há dentro de nós muitas pequenas feridas e amarguras: é necessário tratá-las com o óleo e o bálsamo de um perdão contínuo e sincero.

Tudo isso nos fará sentir melhor, inclusive em nossa saúde, e nos permitirá experimentar profundamente o perdão do Pai, não apenas por todas as nossas culpas, mas também por nossos comportamentos inadequados, por tudo aquilo que negamos a Deus e que Ele poderia esperar de nós em matéria de confiança e amor, e por todos os nossos incontáveis pecados de omissão.

(C. M. Martini, Retorno ao Pai de todos, Milão, 1998).

Bom dia para você e sua família!