Jeremias 26,11-16.24; Mateus 14,1-12
DIANTE DA DOR LEVE O QUE DOEU ATÉ QUEM PODE TRANSFORMAR A FERIDA EM CAMINHO.
João perdeu a cabeça, mas não perdeu o sentido de sua vida. Herodes preservou o poder, mas se tornou prisioneiro do medo. Há momentos em que permanecer fiel custa caro; ainda assim, pior é sobreviver traindo aquilo que dá sentido à nossa existência.
Os discípulos recolheram o corpo de João e levaram a dor até Jesus. A fé não elimina o sofrimento, mas impede que ele seja vivido sozinho. Quando não podemos mudar o que aconteceu, ainda podemos escolher o que faremos com aquilo que nos aconteceu.
(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor Espiritual).
MEDITAR
- Tenho silenciado alguma verdade por medo?
- A quem tenho levado minhas dores?
COMPROMISSO
Leve uma dor guardada para a oração. Não explique. Só conte a Deus. (escreva no seu Diário espiritual).
LEITURA ESPIRITUAL
Esta é, portanto, a meta para a qual devem tender nossos desejos, nossos suspiros, todos os nossos pensamentos e todas as nossas esperanças: chegar a desfrutar de Deus no paraíso, para amá-lo com todas as nossas forças e participar da alegria do próprio Deus.
É certo que os bem-aventurados desfrutam de sua felicidade naquele Reino de delícias; contudo, sua principal alegria, aquela que absorve todas as demais, será conhecer a felicidade infinita de que desfruta seu amado Senhor, enquanto eles amam a Deus imensamente mais do que a si mesmos.
Todo bem-aventurado, em virtude do amor que tem por Deus, continuaria satisfeito ainda que perdesse todas as suas alegrias e suportaria qualquer sofrimento, contanto que não faltasse a Deus — se isso fosse possível — a menor parcela da felicidade de que Ele desfruta.
Por isso, contemplar que Deus é infinitamente feliz e que essa felicidade jamais poderá lhe faltar: nisso consiste o paraíso dos bem-aventurados. Assim se compreende o que o Senhor diz a toda alma ao conceder-lhe a posse da glória:
“Participa da alegria do teu Senhor” (Mt 25,21).
Já não é a alegria que entra no bem-aventurado, mas é ele quem entra na alegria de Deus, enquanto a própria alegria de Deus se torna o objeto da alegria do bem-aventurado.
Desse modo, o bem de Deus será o bem do bem-aventurado, a riqueza de Deus será a riqueza do bem-aventurado, e a felicidade de Deus será a felicidade do bem-aventurado.
Santo Afonso Maria de Ligório, Prática do amor a Jesus Cristo).
Bom dia para você e sua família!

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