Jeremias 18,1-6; Mateus 13,47-53
“Recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam” (Mt 13,48)
NEM TUDO O QUE VOCÊ CARREGA MERECE CONTINUAR COM VOCÊ.
A vida nos coloca, todos os dias, diante da responsabilidade de escolher o que merece permanecer em nós. Nem tudo o que carregamos produz sentido, vida ou amadurecimento. Há hábitos, pensamentos e atitudes que precisam ser reconhecidos e deixados para trás.
Não somos definidos apenas pelo que nos acontece, mas pela resposta que damos ao que nos acontece. Crescer também é discernir, separar e escolher com coragem aquilo que nos aproxima da pessoa que somos chamados a ser
(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor Espiritual).
MEDITAR
- O que preciso retirar da minha vida?
- O que merece permanecer em mim?
COMPROMISSO
Descarte uma coisa que só ocupa espaço na sua vida: um hábito, uma desculpa, uma distração. Não guarde por guardar. (escreva no seu Diário espiritual).
LEITURA ESPIRITUAL
Enquanto estivermos nesta vida — visto que nosso vaso, por assim dizer, é de argila recém-saída do torno —, estamos sendo fabricados à maneira de um oleiro, tanto no que toca à maldade quanto no que corresponde à virtude. Ora, o oleiro nos fabrica de modo que possamos aceitar tanto o fato de que nossa maldade possa ser quebrada, para nos convertermos em uma criatura nova e melhor, quanto o fato de que nosso progresso, depois de ter ocorrido, seja reduzido a um vaso de argila recém-saído do torno. Ora, quando tivermos ido além desta era presente, quando tivermos chegado ao fim da vida, então seremos aquilo em que nos tivermos convertido, depois de termos sido temperados ou pelo fogo das flechas incendiárias do Maligno (Ef 6,16) ou pelo fogo divino — visto que nosso Deus é também “um fogo devorador” (Hb 12,29). Se, digo eu, nesta ou naquela situação, formos quebrados, não poderemos ser refeitos nem nossa condição poderá melhorar. Por isso, enquanto estivermos aqui, é como se estivéssemos nas mãos de um oleiro, que, se o vaso lhe cai das mãos, pode remediá-lo e refazê-lo de novo. Vigia, pois, a ti mesmo, porque, enquanto estiveres nas mãos do oleiro e ainda te encontrares no ato de ser moldado, não caias por ti mesmo fora de suas mãos. É certo que ninguém pode segurar-se sozinho na mão de Deus; no entanto, nós mesmos, por negligência, podemos cair de suas mãos
(Orígenes, Omelie su Geremia, Roma 1995, pp. 221ss e 225ss).
Bom dia para você e sua família!

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