Mateus 6,19-23

“Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt 6,21).

NO FIM, AQUILO A QUE ENTREGAMOS NOSSA VIDA REVELA QUEM SOMOS POR DENTRO.”

A vida, aos poucos, revela onde colocamos o coração.

Nem sempre o nosso maior tesouro está naquilo que possuímos, mas naquilo que dá sentido à nossa VIDA. Há pessoas que acumulam muito e continuam vazias; outras, mesmo com pouco, carregam uma paz que não se compra.

O ser humano não se define apenas pelo que conquista, mas pelo que ama, pelo que sustenta, pelo que escolhe cuidar e pelo sentido que decide seguir.

No fim, aquilo a que entregamos nossa vida revela quem somos por dentro.

Porque o verdadeiro tesouro não está no que temos nas mãos, mas no que carregamos no coração.

(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor Espiritual).

MEDITAR

  1. O que hoje está ocupando o centro do meu coração?
  2. Esse tesouro me aproxima ou me afasta de Deus e das pessoas?

COMPROMISSO

Hoje, escolha uma ação — mesmo pequena — que nasça de sentido, não de impulso. (escreva no seu Diário espiritual).

LEITURA ESPIRITUAL

A vida do discípulo se comprova no fato de que nada se interpõe entre Cristo e ele: nem a lei, nem a piedade pessoal, nem o mundo. O seguidor não olha para nada além de Cristo. Não vê Cristo e o mundo. Não entra nesse tipo de reflexão, mas segue somente a Cristo em tudo.

Seu olho é simples. Descansa completamente na luz que lhe vem de Cristo; nele não há trevas nem ambiguidades. Assim como o olho deve ser simples, claro e puro para que o corpo permaneça na luz; assim como o pé e a mão só recebem a luz do olho; assim como o pé vacila e a mão se engana quando o olho está doente; assim como o corpo inteiro mergulha nas trevas quando o olho se apaga, o mesmo acontece com o discípulo: ele só se encontra na luz quando olha simplesmente para Cristo, e não para isto ou aquilo.

É preciso, portanto, que o coração do discípulo se dirija somente a Cristo. Se o olho vê algo diferente do real, todo o corpo se engana. Se o coração se apega às aparências do mundo, à criatura mais do que ao Criador, o discípulo está perdido. São os bens deste mundo que querem afastar de Jesus o coração do discípulo.

Dietrich Bonhoeffer, O preço da graça. O seguimento, Sígueme, Salamanca, 5ª ed., 1999, pp. 111-112).