Marcos 12,18-27

“Ele não é Deus de mortos, mas de vivos!” (Mc 12,27).

“A FÉ EM JESUS NÃO SEPULTA A VIDA; RESSUSCITA O SENTIDO DE VIVER.”

Às vezes, passamos a imagem de que ser cristão é viver sem alegria, carregando o peso da morte antes mesmo de aprender a viver. Mas Jesus rompe essa falsa ideia: Deus não é Deus de mortos, mas de vivos. A fé verdadeira não nos afasta da vida; ela nos ensina a vivê-la com mais sentido, presença e esperança.

(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor Espiritual).

MEDITAR

  1. Minha fé tem me tornado mais vivo ou mais fechado para a vida?
  2. Que alegria simples eu tenho tratado como se fosse pecado viver?

COMPROMISSO

Viva com alegria na simplicidade e com gratidão a Deus. (escreva no seu Diário espiritual).

LEITURA ESPIRITUAL

Em 3 de junho de 1886, dezesseis pajens da corte do rei Mwanga, todos menores de vinte anos e filhos de pessoas importantes, subiam a colina de Namugongo. Cada um deles carregava às costas um feixe de lenha. Todos haviam sido condenados à morte, mas, segundo uma antiga tradição, no último momento, três deles, escolhidos por sorteio, eram poupados, enquanto os outros eram amarrados e queimados vivos em uma única grande fogueira. Os três sobreviventes tornaram-se preciosas testemunhas do martírio de seus companheiros.

Os sobreviventes dos pajens martirizados em Namugongo relataram assim o processo da condenação à fogueira:

“O rei mandou comparecer diante dele seis dos pajens e lhes disse: ‘Todos aqueles dentre vós que já não quiserem rezar fiquem junto ao trono; e os que desejarem rezar coloquem-se contra aquela parede’.

Carlos Lwanga foi o primeiro a se mover, seguido imediatamente pelos outros quinze cristãos. O rei lhes perguntou: ‘Mas vós rezais de verdade?’.

‘Sim, meu senhor, nós rezamos de verdade’, respondeu Carlos em nome de todos. Ele, pressentindo o que iria acontecer, havia passado toda a noite em oração com seus companheiros.

O rei perguntou ainda: ‘Tendes a intenção de continuar rezando?’.

‘Sim, meu senhor, sempre, até a morte’.

Então o rei pronunciou a sentença de morte para todos os que não desistissem de seu propósito. Foram muitas as tentativas de convencer os jovens a se submeterem às ordens do rei, mas todas foram inúteis.”

Os mártires de Uganda canonizados pela Igreja Católica são vinte e dois: oito já haviam sido mortos antes do massacre de Namugongo, e o último, João Maria Muzeyi, foi decapitado em 27 de janeiro de 1887.

(E. Pepe, Mártires e Santos do Calendário Romano, Roma, 1999).

Bom dia para você e sua família!