João 16,5-11

“Se eu não for, não virá até vós o Defensor; mas, se eu me for, eu vo-lo mandarei” (Jo 16,7).

“NEM TODA AUSÊNCIA É ABANDONO; ÀS VEZES, É CAMINHO PARA UMA PRESENÇA MAIS PROFUNDA.”

Jesus revela que nem toda ausência é abandono; às vezes, é caminho para uma presença mais profunda.

Os discípulos queriam segurar Jesus visivelmente, mas Ele os preparava para reconhecê-lo interiormente.

A partida de Cristo abre espaço para a vinda do Defensor: Deus não nos deixa órfãos diante da dor.

Na vida, há perdas que parecem fim, mas podem ser passagem para uma maturidade espiritual maior.

Quando Cristo parece distante, o Espírito Santo nos ensina a permanecer de pé por dentro.

(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor Espiritual).

MEDITAR

  1. O que eu ainda estou tentando segurar e Deus me pede para entregar?
  2. Tenho reconhecido o Espírito Santo como força nas minhas ausências e dores?

COMPROMISSO

Entregue a Deus uma ausência que ainda me pesa. (escreva no seu Diário espiritual).

LEITURA ESPIRITUAL

Que sinais caracterizam os verdadeiros profetas? Quem são esses revolucionários?

Os profetas críticos são pessoas que atraem os outros com sua força interior. Aqueles que se encontram com eles ficam fascinados e querem saber mais sobre eles, porque têm a impressão irresistível de que retiram sua força de uma fonte escondida, forte e abundante. Deles flui uma liberdade interior que lhes concede uma independência que não é soberba nem separação, mas que os torna capazes de estar acima das necessidades imediatas e das realidades mais urgentes.

Esses profetas críticos são movidos por aquilo que acontece ao seu redor, mas não permitem que isso os oprima ou os destrua. Escutam com atenção, falam com segura autoridade, mas não são pessoas que se deixam levar facilmente pela pressa ou pelo entusiasmo. Em tudo o que dizem e fazem, parece haver diante deles uma visão viva, uma visão que aqueles que os escutam podem pressentir, embora não possam ver.

Essa visão guia suas vidas, e eles a obedecem. Por meio dela, sabem distinguir entre o que é importante e o que não é. Muitas coisas que parecem de urgência imediata não os agitam, e eles atribuem grande importância a algumas coisas às quais os outros não prestam atenção.

Eles não vivem para manter o status quo, mas para construir um mundo novo, cujos traços já conseguem ver. Esse mundo exerce sobre eles tamanho fascínio que nem mesmo o medo da morte tem sobre eles um poder decisivo.

(H. J. M. Nouwen, A mani aperte, Brescia, 1997³, p. 57ss.).

Bom dia para você e sua família!