João 13,21-33.36-38
“A GLÓRIA DIVINA FLORESCE ONDE O AMOR NÃO DESISTE”
“Depois que Judas saiu, disse Jesus: “Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele” (Jo 13,31)
A glória de Deus não está no poder que domina, mas no amor que permanece fiel, mesmo quando ferido. Jesus nos ensina que a verdadeira grandeza se encontra em atravessar a cruz com obediência e entrega. É muitas vezes após a dor e a solidão que Deus revela Sua obra em nós. Quem permanece com Cristo nas horas escuras aprende que a glória divina floresce onde o amor não desiste. A verdadeira vitória está na fidelidade que persiste, mesmo nas situações mais desafiadoras.
(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor Espiritual).
MEDITAR
- Em que situação de dor eu preciso deixar Deus manifestar sua glória?
- Tenho reagido ao sofrimento com revolta ou com confiança em Jesus?
COMPROMISSO
Procure oferecer a Deus suas dores sem murmurar. (escreva no seu Diário espiritual).
LEITURA ESPIRITUAL
A miséria do homem consiste em ter traído a Deus. Nenhuma injustiça humana será verdadeiramente reparada enquanto esta injustiça contra Deus não for reparada. Acusamo-nos uns aos outros, e todos somos culpados. E os mais culpados somos nós, os cristãos medíocres. Sempre deveremos fazer esta confissão; sempre seremos indignos de Cristo. Mas não é o momento de processar o homem quando Deus agoniza em nossos corações.
Certamente, há necessidades materiais que devemos satisfazer hoje, pois há misérias corporais que não podem ser adiadas nem por uma hora sequer. Minha intenção não é tanto a de atenuar o sentimento de sua urgência, mas demonstrar que sua existência provém do nosso abandono de Deus e que sua cura decorrerá infalivelmente do nosso retorno a Deus. O que é tão grave na hora presente — e, ao mesmo tempo, tão grande — é que todos os problemas trazem consigo, de modo muito premente, uma ressonância mística, comprometem o Reino de Deus e nos impõem o dever inexorável de ajudar a Deus crucificado, condenado pelo nosso egoísmo e prisioneiro de seu Amor; compadecendo-nos de sua dor antes de nos enternecermos com a nossa, esforçando-nos por aliviar a ferida que faz sangrar o seu coração.
Agora é o tempo de sair ao seu encontro no caminho doloroso para o qual as culpas humanas o arrastam, martirizando o seu rosto na alma pecadora. É necessário que o nosso coração se torne sacramento do seu, e que nenhum de nossos irmãos possa lamentar não ter encontrado em nós a sua ternura. Então diminuirão a dor e a sombra que se projeta sobre o rosto do Amor.
(M. Zundel, Il Vangelo interiore, Pádua, 1991, p. 54-56, passim).
Bom dia para você e sua família!

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