João 12,1-11

“QUEM AMA TRANSFORMA PRESENÇA E SERVIÇO EM ORAÇÃO”

“Marta servia e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele” (Jo 12,2)

Na casa de Betânia, Jesus não encontra perfeição, mas amor vivido em gestos concretos.
Marta serve, Lázaro permanece à mesa: cada um responde à presença do Senhor do seu modo.
O Evangelho nos lembra que a santidade não está em fazer tudo igual, mas em oferecer a vida com verdade.
Há quem sirva com as mãos e há quem testemunhe com a própria presença restaurada.
Quando Jesus está no centro, o serviço deixa de ser peso, e a convivência se torna lugar de graça.

(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor Espiritual).

MEDITAR

  1. Tenho servido com amor ou apenas por obrigação?
  2. Minha presença tem levado paz aos que estão comigo?

COMPROMISSO

Realize um gesto simples de serviço com amor e discrição. (escreva no seu Diário espiritual).

LEITURA ESPIRITUAL

Estava eu meditando sobre a morte do Filho de Deus encarnado. Todo o meu afã e desejo eram como poder esvaziar melhor a mente de tudo o que a ocupasse, para ter uma memória mais viva da paixão e morte do Filho de Deus. Estando ocupada com esse afã, de repente ouvi uma voz que me disse: “Eu não te amei fingidamente”. Aquela palavra me feriu com dor de morte, pois se abriram de imediato os olhos da alma, vendo quão verdadeiro era o que me dizia. Via os efeitos daquele amor e o que, movido por ele, fez o Filho de Deus. Via em mim tudo o contrário, porque eu o amava apenas fingidamente, não de verdade. Ver isso era para mim uma dor de morte tão insuportável que eu pensava que ia morrer. De repente, fui agraciada com outras palavras que aumentaram a minha dor […]. Enquanto refletia sobre aquelas palavras, ele acrescentou: “Sou eu mais íntimo à tua alma do que tua alma a si mesma”. Isso aumentou ainda mais a minha dor, pois quanto mais íntimo eu o via, tanto mais reconhecia a hipocrisia da minha parte. Essas palavras suscitaram na minha alma o desejo de não querer sentir, nem ver, nem dizer nada que pudesse ofender a Deus. E é que isso é o que Deus requer de seus filhos, aqueles que ele chamou e escolheu para sentir, ver e falar com Ele.

(Ângela de Foligno, Livro de Vida, Salamanca 1991, 169-170, passim).

Bom dia para você e sua família!