Jo 8,1-11

QUEM CONHECE A PRÓPRIA MISÉRIA APRENDE A OFERECER MISERICÓRDIA

“Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra” (Jo 8,7)

Hoje, Jesus no coloca diante de nossa própria verdade: somos rápidos para julgar e lentos para reconhecer nossas fragilidades. A pedra que levantamos contra o outro revela, muitas vezes, as durezas escondidas em nosso próprio coração. Cristo não nega o pecado, mas desmonta a lógica da condenação sem misericórdia. Ele nos convida a descer do lugar de juízes e a assumir o caminho da conversão. Só quem experimenta a própria miséria pode aprender a olhar o outro com compaixão.

(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor Espiritual).

MEDITAR

  1. Em que situações tenho sido rápido para julgar alguém?
  2. Tenho reconhecido minhas próprias faltas antes de apontar as dos outros?

COMPROMISSO

Evite qualquer julgamento e pratique, sempre, gestos concretos de misericórdia. (escreva no seu Diário espiritual).

LEITURA ESPIRITUAL

Jesus, luz do mundo, não és apenas a luz que brilha nas trevas da noite; também és a luz da manhã, a luz de cada novo dia, de suas esperanças, de suas atividades. O sol que sobe aos poucos. Também Tu, ó luz do mundo, no alvorecer de cada dia, desejas penetrar através da ignorância e das fraquezas humanas, através da boa vontade e das paixões pecaminosas. A cada manhã, queres criar um mundo novo.

Faz-me piedoso contigo, luz do dia que surge, para que eu não desperdice este dia que começa e acolha o que me ofereces por meio dela. Luz do mundo, Tu és, sobretudo, o sol resplandecente ao meio-dia.

Num dia de verão, em Jerusalém, tentei olhar para o sol do Oriente ao meio-dia. Levantei os olhos para ele e, por um ou dois segundos, pude entrever um clarão deslumbrante, incandescente e ardente, mais branco que a neve. Pensei então em Ti, Cristo, luz do mundo, e imaginei que aquele ponto relampejante e radiante era a representação visual mais pura e eficaz que podemos ter do Teu ser. Para poder continuar olhando para aquele sol de meio-dia, coloquei entre ele e meus olhos as folhas de um arbusto. Foi então que compreendi algo. Compreendi como a Tua luminosidade cegante, ó Cristo-luz, nos aparece filtrada, atenuada, através de Tuas criaturas iluminadas e aquecidas por essa luz.

Luz do mundo, que eu possa Te ver no esplendor do meio-dia.

(Un monje de la Iglesia de Oriente, // volto d¡ luce. Riflessi di Van gelo, Milán 1994, 70s).

Bom dia para você e sua família!