Mateus 20,17-28
“QUEM ACEITA O CÁLICE ENCONTRA SENTIDO ATÉ NA DOR”
“Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?” (Mt 20,22).
Jesus não promete conforto; Ele pergunta sobre coragem.
Beber esse cálice é aceitar perdas, renúncias e fidelidade sem fugir de si mesmo.
Quem quer seguir Cristo precisa abandonar a ilusão de grandeza fácil e abraçar a verdade do sacrifício.
(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor Espiritual).
MEDITAR
- De que sofrimento ou responsabilidade eu tenho fugido?
- Estou disposto(a) a seguir Jesus assumindo a cada dia a minha própria cruz?
COMPROMISSO
Enfrente com fé uma renúncia concreta, sem reclamar. (escreva no seu Diário espiritual).
LEITURA ESPIRITUAL
A lei de Cristo só pode ser vivida por corações mansos e humildes. Quaisquer que sejam seus dons pessoais e seu lugar na sociedade, suas funções ou seus bens, sua classe ou sua raça, os cristãos permanecem como pessoas humildes: pequenos.
Pequenos diante de Deus, porque são criados por Ele e d’Ele dependem. Qualquer que seja o caminho da vida ou de seus bens, Deus está na origem e no fim de todas as coisas. Mansos como crianças, fracos e amorosos, próximos do Pai forte e amoroso. Pequenos porque estão diante de Deus, porque sabem poucas coisas, porque são limitados no conhecimento e no amor, porque são capazes de muito pouco. Não discutem a vontade de Deus nos acontecimentos que sucedem, nem o que Cristo mandou fazer: em tais acontecimentos, apenas cumprem a vontade de Deus.
Pequenos diante dos homens. Pequenos, não importantes, não super-homens: sem privilégios, sem direitos, sem posses, sem superioridade. Mansos, porque são ternamente respeitosos com aquilo que foi criado por Deus e que está maltratado ou ferido pela violência. Mansos, porque eles mesmos são vítimas do mal e estão contaminados pelo mal. Todos têm a vocação de perdoados, não de inocentes. O cristão é lançado à luta. Não tem privilégios. Não tem direitos. Tem o dever de lutar contra a desgraça, consequência do mal. Por essa razão, dispõe de uma só arma: sua fé. Fé que deve proclamar, fé que transforma o mal em bem, se souber acolher o sofrimento como energia de salvação para o mundo; se, para ele, morrer for dar a vida; se fizer seu a dor dos outros.
No tempo, por sua palavra e suas ações, através de seu sofrimento e de sua morte, trabalha como Cristo, com Cristo, por Cristo (M. Delbrél, A alegria de crer, Santander, 1997).
Bom dia para você e sua família!

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