O AMOR TRANSCENDE A REGRA

LER

Marcos 2,23-28

“Por que eles fazem em dia de sábado o que não é permitido?” (Mc 2,24).

Em muitas situações, as regras são feitas para garantir ordem, mas a essência do amor nos liberta de sua rigidez. Jesus, ao curar no sábado, mostra que o amor é mais importante que qualquer regulamentação humana. A compaixão e a cura não têm restrições de tempo ou espaço, pois o amor é eterno e universal. O amor que transcende as normas revela o propósito maior da vida, que é o cuidado genuíno com o outro. Ao amarmos, superamos as barreiras impostas pela razão fria e encontramos a verdadeira liberdade.

(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor Espiritual).

MEDITAR

  1. Em que áreas da minha vida estou mais preso às regras do que ao amor?
  2. Como posso demonstrar mais amor, mesmo que isso desafie as convenções?

COMPROMISSO

Aja com mais liberdade, priorizando o amor e a liberdade. (escreva no seu Diário espiritual).

LEITURA ESPIRITUAL

Todos os movimentos naturais estão regidos por leis análogas às da gravidade material. Somente a graça constitui uma exceção. É preciso sempre esperar que as coisas aconteçam em conformidade com a gravidade, salvo intervenção do sobrenatural.
Gravidade. Em geral, o que esperamos dos outros está determinado pelos efeitos da gravidade em nós; o que recebemos deles está determinado pelos efeitos da gravidade neles. Em algumas ocasiões (por acaso), ambos os fatos coincidem; com frequência, não. […] O homem tem a fonte de sua energia moral, assim como a de sua energia física (alimento, respiração) no exterior. Por geral, ele a encontra, e isso lhe cria a ilusão – mesmo em relação ao seu próprio físico – de que seu ser leva em si o princípio de sua própria conservação. Só a privação faz sentir a necessidade. E, em caso de privação, não se pode impedir que ele se dirija para qualquer objeto comestível. Existe um único remédio: uma clorofila que lhe permita alimentar-se de luz.
Não julgar. Todas as culpas são iguais. Existe uma única culpa: não ter a capacidade de alimentar-se de luz. Pois, uma vez abolida essa capacidade, todas as culpas se tornam possíveis. Meu alimento é fazer a vontade daquele que me envia. Não existe o bem fora dessa capacidade.

(S. Weil, L’ombra e la grazia, Milão 1996, p. 15-17 [edição espanhola: La gravedad y la gracia, Editorial Trotta, Madrid 1994]).