CORAÇÃO ATENTO É ALMA DESPERTA PARA DEUS

LER

Lucas 21,34-36

“Tomai cuidado para que vossos corações não fiquem insensíveis…” (Lc 21,34).

O Evangelho de hoje nos alerta sobre a insensibilidade do coração, que pode nos afastar da verdadeira presença de Deus e dos outros. Em um mundo tão acelerado, é fácil nos deixarmos consumir pelas preocupações diárias, esquecendo-nos do essencial. Devemos cultivar a atenção ao nosso interior e aos outros, praticando o amor genuíno. A reflexão sobre nossa atitude perante a vida nos chama a manter o coração aberto e sensível às necessidades dos outros.

(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor Espiritual).

MEDITAR

  1. O que tem endurecido o meu coração nos últimos tempos?
  2. Como posso ser mais atento às necessidades das pessoas ao meu redor?

COMPROMISSO

Dedique alguns minutos hoje para ouvir alguém sem julgamentos, apenas para entender suas necessidades. (escreva no seu Diário espiritual).

LEITURA ESPIRITUAL

Visto que Jesus está sempre prestes a voltar, a Igreja deve velar de maneira incessante. Ela mesma é vela, vigília. Ela mesma “aguarda com perseverança” (cf. Rom 8,19.25), para esperar por seu Senhor e Esposo. Consequentemente, a vigilância se impõe sempre. O dia e a noite, a vela e o sono, constituem um ritmo cósmico que recebe em Jesus um novo significado. A noite designa a ausência d’Ele, enquanto o amanhecer e o dia anunciam sua vinda. A Igreja, que vive esperando a vinda de Jesus com a certeza de sua misteriosa presença, não pode “dormir”, mas deve velar. Na sua vigília, o cristão carrega toda a ânsia da Igreja, que, no Espírito Santo, espera pelo seu Senhor. A força do Espírito penetra na sua vigília até o ponto de que ela, de maneira misteriosa, influenciará agora o ritmo cósmico do tempo. Esse influente justifica a força da palavra de Pedro quando escreve que o cristão, velando e orando, apressa a chegada do dia do Senhor.

Vigiar com Jesus é sempre vigiar em torno da sua Palavra. A única lâmpada da qual dispomos em nossas trevas é a Palavra de Deus. Na espera de que o Dia despunte, Jesus já resplandece, por meio de sua Palavra, no mais profundo de nosso coração; a vinda de Jesus no fim dos tempos se antecipa em nossos corações quando velamos em torno de sua Palavra. Na noite dos tempos em que ainda vivemos hoje, a vela da oração é um primeiro vislumbre, ainda inseguro, que se eleva sobre o mundo: é o sinal de que Jesus está perto.

A vela, portanto, não pode cessar nunca, e a oração deve crescer sempre. A espera e a vigília nos arrancam de nós mesmos e nos deixam nas mãos de Deus, de quem depende toda consumação, e que terá lugar quando Ele quiser, quando o mundo, a força da vigília, estiver maduro para a colheita (A. Louf, O Espírito ora em nós, Magnano 1995, pp. 103-107, passim [edição espanhola: El Espíritu ora en nosotros, Narcea, Madrid 1985]).

Bom dia para você e sua família!