“Por isso vos digo que o reino de Deus vos será tirado e será dado a um povo que produza os frutos dele.” (Mt 21,43).
No Evangelho de hoje a parábola fala de uma vinha, que podemos fazer uma leitura da nossa vida, com tudo o que Deus nos deu: a capacidade de amar, o potencial de criar, de dar frutos para o bem, a oportunidade de nos tornarmos mais humanos a cada dia. Mas, o perigo é que, como os lavradores da parábola, muitas vezes escolhamos ignorar essa responsabilidade. Vivermos como se fôssemos donos do que nos foi dado, como se os frutos de nossa vida e trabalho nos pertencessem, e não fossem, na verdade, um presente que deve ser compartilhado e multiplicado.
(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor espiritual).
REFLEXÃO
1. Como estou doando minha vida para Deus e dando frutos de amor, misericórdia e justiça?
2. tenho ignorado os alertas da minha consciência ou as vozes dos outros, que me desafiam a mudar?
LEITURA ESPIRITUAL
Para amar os inimigos, que é no que consiste a perfeição da caridade fraterna, nada nos anima tanto como considerar com agradecimento a admirável paciência do “mais belo entre os filhos dos homens” (Salmo 44,3).
Considera, ó soberba humana, ó impaciência desmesurada, o que ele suportou, quem e como o suportava. Quem, diante deste admirável quadro, não se acalmará imediatamente em sua cólera? Quem, ao ouvir aquela maravilhosa voz cheia de doçura, de caridade e de serenidade imperturbável: “Pai, perdoa-lhes” (Lucas 23,24), não abraçará imediatamente seus inimigos com todo o afeto? Poderia ele adicionar algo mais doce e caridoso a esta petição? Pois ele acrescentou e, considerando pouco o rogar, quis também desculpá-los: “Pai”, disse, “perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”.
Assim, para aprender a amar, o homem não deve se degradar com os prazeres da carne. Para que não sucumba à concupiscência carnal, derrame todo o seu afeto na suavidade da carne do Senhor. Descansando assim, mais suavemente e perfeitamente no deleite da caridade fraterna, também abraçará seus inimigos com os braços do verdadeiro amor. E para que este divino gozo não se apague pela condição das injúrias, contemple continuamente com os olhos da alma a tranquila paciência de seu amado Senhor e Salvador (Elredo de Rieval, O Espelho da Caridade, III, 5, passim).
AÇÃO
Como cristãos, posso buscar viver essa atitude de misericórdia e amor em nossas ações diárias, refletindo a paciência e a bondade de Deus? (Escreva no seu diário espiritual).
Bom dia para você e sua família!
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