“VINDE, BENDITOS DE MEU PAI”

LER

Mateus 25,31-46

“Pois eu estava com fome e me destes de comer, com sede e me destes de beber…” (Mt 25, 35).

No Evangelho de hoje, Jesus nos apresenta como será o juízo final e de como seremos julgados, e esse critério está baseado nas obras de misericórdia. Quando cuidamos dos pobres, dos doentes, dos prisioneiros, estamos, na realidade, cuidando do próprio Cristo. O cristão é chamado ser a luz de Cristo dentro da comunidade, dando testemunho de vida e atitudes concretas, e como disse São Tiago: “A fé sem obras é morta” (Tg 2,26). Não basta apenas dizer “Senhor, Senhor”; é preciso viver e praticar o que Cristo nos ensinou.

(Giovanni Monte de Carvalho– Seminarista do 3º ano de Filosofia/ Diocese de Campo Maior-PI).

MEDITAR

1.Conseguimos praticar as obras de misericórdia com o outro como Cristo pede de nós?

2. Nossas atitudes correspondem aquilo que pregamos?

CONTEMPLAR

Peçamos ao Senhor a graça de trabalharmos nessa quaresma em nós a misericórdia. Misericórdia para nós e misericórdia acima de tudo para os outros.

COMPROMISSO

Reconhecer Cristo nos mais necessitados e fragilizados da nossa sociedade.

LEITURA ESPIRITUAL

Por nenhuma coisa do mundo, nem por amor de pessoa alguma, se deve praticar qualquer mal; mas, em prol de algum necessitado, pode-se, às vezes, omitir uma boa obra, ou trocá-la por outra melhor. Desta sorte, a boa obra não se perde, mas se converte em outra melhor. Sem a caridade, nada vale a obra exterior; tudo, porém, que da caridade procede, por insignificante e desprezível que seja, produz abundantes frutos, porque Deus não atende tanto à obra, como à intenção com que a fazemos. Muito faz aquele que muito ama. Muito faz quem bem faz o que faz. Bem faz quem serve mais ao bem comum que à sua própria vontade. Muitas vezes parece caridade o que é mero amor-próprio, porque raras vezes nos deixa a inclinação natural, a própria vontade, a esperança da recompensa, o nosso interesse. Aquele que tem verdadeira e perfeita caridade em nada se busca a si mesmo, mas deseja que tudo se faça para a glória de Deus. De ninguém tem inveja, porque não deseja proveito algum pessoal, nem busca sua felicidade em si, mas procura sobre todas as coisas ter alegria e felicidade em Deus. Não atribui bem algum à criatura, mas refere tudo a Deus, como à fonte de que tudo procede, e em que, como em fim último, acham todos os santos o deleitoso repousar. Oh! Quem tivera só uma centelha de verdadeira caridade logo compreenderia a vaidade de todas as coisas terrenas!

(Capítulo 15, livro I, Imitação de Cristo: Das obras feitas com caridade).

Bom dia para você e sua família!

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