SANTA MARIA, MÃE DE DEUS
“SILÊNCIO FECUNDO”
LER
Lucas 2,16-21
“Quanto a Maria, guardava todos estes fatos e meditava sobre eles em seu coração” (Lc 2,19).
O Evangelho apresentando Maria que conserva os acontecimentos em seu coração, nos desafia a sermos mais conscientes em nossa caminhada de fé e humana. Guardar e meditar sobre os fatos da vida é uma forma de reconhecer que cada momento, por mais comum ou misterioso que pareça, carrega em si a presença de Deus.
Que possamos, como Maria, ser guardiões da vida, atentos ao que Deus nos fala no silêncio e no cotidiano. Assim, descobriremos que o sentido da existência não está em saber todas as respostas, mas em viver cada instante com fé, esperança e amor
(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor espiritual).
MEDITAR
- O que tenho guardado em seu coração ultimamente? Alegria, gratidão, ou talvez preocupações e dúvidas?
- Como tenho interpretado os desafios e bênçãos que Deus permite em minha caminhada?
CONTEMPLAR
Entre em um momento de silêncio profundo, deixando de lado as palavras e os pensamentos.
COMPROMISSO
Dedique alguns minutos diários ao silêncio e à reflexão, meditando sobre os acontecimentos de seu dia. (Escreva no seu diário espiritual).
LEITURA ESPIRITUAL
É mediante Maria que o Filho de Deus assume a corporeidade. Mas a maternidade de Maria não se limita a isso: graças à sua fé, Ela é também a primeira discípula de Jesus e isto “dilata” a sua maternidade. Será a fé de Maria a provocar em Caná o primeiro “sinal” milagroso, que contribui para suscitar a fé dos discípulos. Com a mesma fé, Maria está presente aos pés da cruz e recebe como filho o apóstolo João; e por fim, depois da Ressurreição, torna-se mãe orante da Igreja sobre a qual desce com poder o Espírito Santo no dia de Pentecostes.
Como mãe, Maria desempenha uma função muito especial: põe-se entre o seu Filho Jesus e os homens na realidade das suas privações, na realidade das suas indigências e dos seus sofrimentos. Maria intercede, como em Caná, ciente de que como mãe pode, aliás, deve dar a conhecer ao Filho as necessidades dos homens, especialmente dos mais débeis e indigentes. E precisamente a estas pessoas é dedicado o tema do Dia Mundial da Paz que hoje celebramos: “Migrantes e refugiados: homens e mulheres em busca de paz”, eis o lema deste Dia. Desejo, mais uma vez, fazer-me eco da voz destes nossos irmãos e irmãs que invocam para o seu futuro um horizonte de paz. Para esta paz, que é um direito de todos, muitos deles estão prontos a arriscar a vida numa viagem que se revela, em grande parte dos casos, longa e perigosa, a sujeitar-se a fadigas e sofrimentos.
Por favor, não apaguemos a esperança no coração deles; não sufoquemos as suas expetativas de paz! É importante que da parte de todos, instituições civis, realidades educativas, assistenciais e eclesiais, haja o compromisso para garantir aos refugiados, aos migrantes, a todos um porvir de paz. Que o Senhor nos conceda agir neste novo ano com generosidade, com generosidade, para realizar um mundo mais solidário e acolhedor. Convido-vos a rezar por isto, enquanto juntamente convosco confio a Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, o ano de 2018 que acabou de iniciar. Os velhos monges russos, místicos, diziam que em tempos de turbulências espirituais era necessário reunir-se sob o manto da Santa Mãe de Deus. Pensando nas numerosas turbulências de hoje, e sobretudo nos migrantes e nos refugiados, rezemos como eles nos ensinaram: «Sob a tua proteção procuramos refúgio, Santa Mãe de Deus: não desprezeis as nossas súplicas, que estamos na prova, mas livrai-nos de todo o perigo, ó Virgem gloriosa e bendita».
(Papa Francisco, Angelus, 01/01/2018).
FELIZ ANO NOVO para você e sua família!

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