SÃO DOMINGOS
“MEU AGIR EXPRESSA MINHA FÉ.”
LER
Mateus 16,13-23
MEDITAR
“Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” (Mt 16,15)
O Evangelho ecoa uma pergunta de fé, mas também existencial, pois define nosso modo de viver: “Quem é Jesus para mim?” Esta pergunta não é apenas teológica, mas toca o âmago da nossa existência. Muito mais que uma formulação intelectual ou mesmo devocional, a resposta se dá no âmbito da vivência, isto é, no modo que assumimos frente ao modo próprio de Jesus viver. Como Pedro, somos convidados a responder de maneira pessoal e autêntica. Vamos refletir sobre o significado dessa pergunta e como ela pode transformar nossa vida cotidiana. Ela não apenas define nossa fé, mas também molda nossa identidade e nos desafia a viver de acordo com os ensinamentos de Cristo.
(Pe. William Santos Vasconcelos – diretor espiritual do seminário de teologia)
REFLEXÃO
- Quem é Jesus para mim dentro do contexto do mundo atual?
- Como a pessoa de Jesus influencia minhas escolhas e meu modo de viver?
CONTEMPLAR
“A fé é um farol que ilumina com sua luz as obscuridades do espírito” (Beata Conchita).
COMPROMISSO
Permito que minha relação com Jesus guie minhas ações e decisões diárias? De que forma? (Escreva no seu diário espiritual)
LEITURA ESPIRITUAL
A fé nasce no encontro com o Deus vivo, que nos chama e revela o seu amor: um amor que nos precede e sobre o qual podemos apoiar-nos para construir solidamente a vida. Transformados por este amor, recebemos olhos novos e experimentamos que há nele uma grande promessa de plenitude e se nos abre a visão do futuro. A fé, que recebemos de Deus como dom sobrenatural, aparece-nos como luz para a estrada orientando os nossos passos no tempo. Por um lado, provém do passado: é a luz duma memória basilar — a da vida de Jesus –, onde o seu amor se manifestou plenamente fiável, capaz de vencer a morte. Mas, por outro lado e ao mesmo tempo, dado que Cristo ressuscitou e nos atrai de além da morte, a fé é luz que vem do futuro, que descerra diante de nós horizontes grandes e nos leva a ultrapassar o nosso “eu” isolado abrindo-o à amplitude da comunhão. Deste modo, compreendemos que a fé não mora na escuridão, mas é uma luz para as nossas trevas. Dante, na Divina Comédia, depois de ter confessado diante de São Pedro a sua fé, descreve-a como uma “centelha / que se expande depois em viva chama / e, como estrela no céu, em mim cintila”. É precisamente desta luz da fé que quero falar, desejando que cresça a fim de iluminar o presente até se tornar estrela que mostra os horizontes do nosso caminho, num tempo em que o homem vive particularmente carecido de luz. (Papa Francisco, Lumen Fidei, 4).
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Bom dia para você e sua família!

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