
Padre William Alves dos Santos Vasconcelos
Terça-feira, 13 de outubro de 2026 as 22:38
QUARTA 14/10/2026 - XXVIII SEMAN DO TEMPO COMUM
Lucas 11,42-46 NÃO BASTA PARECER FIEL A DEUS; É PRECISO REVELAR SUA PRESENÇA NA MANEIRA COMO TRATAMOS AS PESSOAS “Deixais de lado a justiça e o amor de Deus” (Lucas 11,42) ✨ MENSAGEM A maior tragédia da fé é cumprir ritos e esquecer pessoas. Podemos parecer justos por fora e carregar indiferença por dentro. A fé perde sua verdade quando nos tornamos indiferentes à dor humana. Deus não procura admiradores da fé, mas pessoas que transformem o amor em justiça. 💭 PERGUNTA PARA MEDITAR: Sua fé transforma a vida de alguém ou apenas tranquiliza sua consciência ? 🤲 COMPROMISSO: Faça um gesto concreto de bondade por alguém, sem buscar nenhum reconhecimento ou aplauso . 🙏🏻 LEITURA ESPIRITUAL A resposta do homem à graça será representada pela submissão de sua pessoa à ação do Espírito de Deus. Não é necessário atormentar a mente para descobrir quais privações devemos impor a nós mesmos. O domínio de nós mesmos já constitui um programa suficientemente exigente. Em vez de irmos além das exigências de Deus, é melhor realizar, com simplicidade de coração, aquilo que nos é pedido hoje. É possível que, de maneira inconsciente, nosso coração prefira certas exigências ideais àquelas que o momento presente nos apresenta. Enquanto somos chamados a seguir pacientemente um caminho, acompanhando os passos de Deus, rejeitamos a abundância de seus dons e preferimos nos fechar em nós mesmos, de maneira estéril. Preferimos contemplar nosso pecado em vez de acolher o incompreensível perdão de Deus. Preferimos procurar, sozinhos, remédios para nossas feridas interiores, quando Deus nos oferece esses mesmos remédios por meio dos instrumentos da graça presentes na Igreja. No caminho do domínio de nós mesmos, é importante manter o olhar fixo não tanto nos detalhes, nos progressos ou nos retrocessos, mas na meta: Cristo Jesus. Caso contrário, ao confundirmos os meios com o fim, acabaremos refletindo mais sobre o ser humano do que sobre Deus e nos afligindo por nossos pecados, em vez de experimentarmos um assombro sempre renovado diante do perdão divino. Devemos, então, temer que a disciplina interior nos conduza a atitudes equivocadas, como o formalismo ou a busca da perfeição por si mesma? É necessário enfrentar esses perigos, sem, contudo, permanecermos imóveis, deixando que o medo nos aprisione ou determine o ritmo de nossos passos. O equilíbrio do cristão pode ser comparado ao de alguém que caminha sobre o fio de uma navalha. Somente Deus pode sustentar com firmeza os passos daquele que aceita o risco cristão: o risco de correr ao encontro de Cristo. O formalismo nasce do hábito. Nele cai, dia após dia, aquele cuja disciplina espiritual já não é impulsionada pelo amor a Cristo e ao próximo. (R. Schutz, L'oggi di Dio, Brescia, 1982. Edição espanhola: Vivir en el hoy de Dios, Estela, Barcelona, 1969). Instagram: @pe.williamvasconcelos Twitter: @pewilliamvasc




